Comportamento

Artista vestido de panda é ‘saco de pancada’ voluntário em NY

Foto de Teresa Nasty cedida à BBC Brasil

Uma 'simulação' de golpes contra o Punch Me Panda

“Você fica às vezes tão bravo que tem vontade de bater em algo? Conte comigo. Meu nome é Punch Me Panda (‘Panda Bata em Mim’)”, diz o anúncio no site do artista americano Nate Hill, 33, que há algumas semanas decidiu se vestir de panda e sair pelas ruas do Brooklyn (Nova York) oferecendo seus serviços de "saco de pancadas".

Por um centavo de dólar, o transeunte estressado pode dar um soco em Hill, que veste, além da fantasia, um colete protetor.

Ele também "entrega em casa" seu serviço para os moradores do Brooklyn: “Se você estiver frustrado, nervoso, ou simplesmente tiver tido um dia ruim, irei à sua casa, e você poderá me bater. Eu uso um colete, você usa uma luva de boxe, e ninguém fica ferido”, explica Hill em seu anúncio. “Sou um masoquista solidário, então você pode me bater o mais forte que conseguir.”

Hill conta à BBC Brasil por telefone que teve a ideia do Punch Me Panda algumas semanas atrás, como uma forma de “ajudar estranhos que não conheço e fazer um contato com as pessoas”. Atualmente, diz que recebe cerca de cem pancadas por dia – o que equivale a US$ 1.

“Você sabe como uma cidade grande é estressante. O trânsito, a falta de espaço... E cobro apenas um centavo, porque as pessoas estão sem dinheiro”, conta Hill, referindo-se à crise econômica nos Estados Unidos.

Foto de Teresa Nasty cedida à BBC Brasil

Nate Hill se veste de panda e oferece seu serviço para casas do Brooklyn

Ele diz que às vezes fica “um pouco dolorido”, mas alega que “adora” entrar em contato com estranhos e sentir que está lhes prestando um serviço.

“As pessoas que acham que é uma atitude violência não entendem a minha proposta. A ideia é que a pessoa (estressada) bata em mim, em vez de realmente agredir alguém ou chutar seu cachorro.”

E ele faz questão de que o pagante bata com força, para descarregar a raiva. "Quero emoções reais. Acho que daí as pessoas se sentem melhor", relata Hill.

E por que escolheu vestir-se de panda? “Porque é um animal fofo, assim as pessoas (se sentem confortáveis ao) me convidar para entrar em suas casas.”

Hill, que quando não está vestido de panda trabalha em um laboratório de Nova York cuidando de animais, diz que pretende seguir adiante com o projeto por cerca de seis meses, “até que eu me canse”.

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