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Morre suposto nazista acusado de ligação com extermínio de 430 mil

Guardas nazistas no campo de Belzec/AP

O campo de Belzec foi o primeiro de extermínio nazista

Um suposto ex-guarda nazista acusado de envolvimento nas mortes de cerca de 430 mil judeus durante a Segunda Guerra Mundial morreu antes de ser julgado por crimes cometidos durante o conflito.

Samuel Kunz tinha 89 anos de idade e teria morrido na última quinta-feira em sua casa, nas proximidades da cidade alemã de Bonn.

Ele figurava em terceiro lugar na lista de ex-nazistas mais procurados do mundo publicada pelo Centro Simon Wiesenthal – organização com sede em Los Angeles que combate o antissemitismo.

A causa da morte não foi revelada. Kunz deveria ser julgado no início do ano que vem.

Extermínio

Kunz admitiu ter trabalhado no campo de extermínio de Belzec, na Polônia ocupada, entre 1942 e 1943.

Ele era acusado de levar judeus de trens que chegavam ao local até as câmaras de gás. Depois, coordenaria o transporte dos corpos até valas comuns.

Ao contrário de outros campos de extermínio construídos posteriormente, Belzec não usava crematórios.

Kunz foi também chamado para testemunhar no julgamento do ex-guarda do campo de Belzec John Demjanjuk, de 90 anos, deportado dos Estados Unidos para a Alemanha no ano passado.

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