Estados Unidos

EUA deportam número recorde de imigrantes ilegais

Secretária de Segurança Interna dos EUA, Janet Napolitano. Foto: Reuters

Napolitano diz que leis nos EUA foram aplicadas de maneira 'inteligente'

O Departamento de Segurança Interna americano revelou nesta quarta-feira que os Estados Unidos deportaram 392 mil imigrantes ilegais no ano fiscal encerrado em 30 de setembro, um cifra recorde.

Destes, mais de 195 mil eram criminosos já condenados que viviam ilegalmente no país. O resultado total representa um aumento de mais de 3 mil deportações em relação ao número de imigrantes expulsos no período entre 2008 e 2009.

O Serviço de Controle de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos informa ainda que, desde janeiro de 2009, mais de 3,2 mil empregadores foram investigados por suspeita de contratar estrangeiros ilegalmente.

Além disso, 225 empresas foram fechadas e mais de US$ 50 milhões (cerca de R$ 80 milhões) em multas e sanções financeiras foram impostas devido a esses crimes.

"Este governo se concentrou em aplicar nossas leis de imigração de uma maneira inteligente e efetiva, que prioriza as seguranças pública e nacional e responsabiliza os empregadores que conscientemente e repetidamente burlam a lei", disse a jornalistas a secretária de Segurança Interna, Janet Napolitano.

Ano eleitoral

Os Estados Unidos têm um número estimado de mais de 11 milhões de imigrantes ilegais.

Às vésperas das eleições para o Congresso americano em novembro, o assunto ganhou destaque com a criação de leis estaduais que restringem a entrada de estrangeiros.

Em abril, o Arizona anunciou uma legislação que, entre outros pontos, tornava crime estadual a presença de imigrantes ilegais. A lei foi contestada e acabou entrando em vigor sem as partes mais polêmicas, bloqueadas pela Justiça até que se decida sobre sua constitucionalidade.

Clique Entenda a lei de imigração no Arizona

Já em agosto, a Flórida anunciou que estudava a adoção de uma lei “ainda mais dura” que a do Arizona.

A onda de violência causada por quadrilhas de narcotraficantes no México também levaram temor aos Estados americanos vizinhos do país, que normalmente recebem um grande fluxo de imigrantes ilegais.

Em agosto, o presidente Barack Obama sancionou uma lei que autorizava a liberação de US$ 600 milhões (cerca de R$ 960 milhões) para reforçar a segurança na fronteira.

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