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Para editor da 'Economist', ‘Brasil grande’ deve evitar ‘Petrobras grande’

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Para se transformar em um país desenvolvido, o Brasil precisa cuidar bem da exploração do petróleo da camada pré-sal, melhorar a qualidade da educação pública, estabelecer regras para aumentar a atração de investimentos privados de longo prazo e acelerar a redução da pobreza e da desigualdade.

A avaliação, com quatro pontos principais, é de Michael Reid, editor da revista britânica The Economist para as Américas e ex-correspondente da publicação no Brasil.

Reid é um dos especialistas ouvidos pela BBC Brasil como parte da série 'O Que Falta ao Brasil?', que discute os desafios do Brasil para se tornar um país desenvolvido.

Para o jornalista, o próximo governo brasileiro deve administrar o desenvolvimento do petróleo do pré-sal de maneira eficiente e de uma forma que não acabe transformando a Petrobras “em uma companhia inchada e superampliada”.

Ele diz ainda que o governo deve “evitar que a receita do petróleo corrompa as instituições públicas”.

O segundo ponto, segundo Reid, é a qualidade da educação. “O país precisa continuar e aprofundar a qualidade da educação pública”.

A atração de investimentos privados é a terceira questão considerada por ele importante para que o Brasil consiga se tornar um país desenvolvido.

“O governo deve ser muito mais agressivo ao estabelecer regras para atrair investimentos privados de longo prazo, principalmente em infraestrutura”, afirma Reid.

“O governo Lula passou oito anos nos quais fez pouco para estabelecer um marco regulatório para atrair investimentos privados”, avalia.

Para o editor da Economist, o programa Bolsa Família fez “um trabalho fantástico” para reduzir a pobreza e a desigualdade no país, mas isso ainda é insuficiente.

“O Brasil precisa ir além do Bolsa Família para reduzir a pobreza e a desigualdade de maneira mais agressiva”, afirma.

Reid cita ainda um quinto ponto que considera importante, o combate ao crime e à violência, mas faz a ressalva de que grande parte dessa responsabilidade não é do governo federal, mas dos Estados por meio de suas polícias civis e militares.

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