Europa

Quatro anos após fuga, Kampusch ainda acha difícil confiar nas pessoas

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A austríaca Natascha Kampusch – que foi sequestrada aos dez anos e permaneceu oito em cativeiro, até conseguir fugir, em 2006 - disse em uma entrevista à BBC que, quatro anos após ter escapado, ainda tem dificuldade em se relacionar com outras pessoas.

“É muito complicado para mim. Às vezes fico pensando se elas (as pessoas) estão sendo realmente honestas ou se vão me explorar”, contou a jovem de 22 anos, que nesta quarta-feira lança, na Grã-Bretanha, a versão em inglês de seu livro sobre o drama que viveu.

"Também fico refletindo sobre o que as pessoas pensam de mim, sobre quais perguntas que gostariam de me fazer, como lidam com a minha história."

Durante quase todo tempo em que a austríaca ficou em cativeiro, seu captor ­- o técnico em telecomunicações Wolfgang Priklopil - a manteve presa no porão da casa sua casa. No entanto, ele chegou a levá-la para fazer compras e, em uma ocasião, foram esquiar.

Natascha Kampusch

Natascha contou que ainda não decidiu se vai vender a casa onde ficou presa

Questionada sobre o porquê de não ter tentado escapar nessas ocasiões, ela disse ser cômodo para as pessoas afirmarem que era fácil fugir.

“Eu estava muito intimidada, não tinha coragem. Às vezes, nem percebia que havia essas oportunidades. Tinha medo que algo ruim acontecesse comigo.” Priklopil dizia que a mataria se ela tentasse fugir.

'3.096 Dias'

No livro que está lançando, 3096 Tage (3.096 Dias), ela conta que tinha certeza de que nunca seria encontrada.

A cela, no porão da casa, não tinha janelas e tinha apenas uma cama, uma pia e um vaso sanitário. Ela revelou ainda que apanhava de seu captor, era algemada a ele ao dividirem uma cama e era obrigada a trabalhar seminua como uma escrava doméstica.

Na entrevista à BBC, Kampusch também explica por que decidiu ficar com a casa de Priklopil, que se matou logo após a fuga da jovem.

“Eu achei que ninguém ia gostar de morar naquela casa. Poderia muito bem demolir tudo e vender o terreno para ganhar algum dinheiro”, afirmou Kampusch.

“Mas lidar com essa história toda é um desgaste emocional muito grande. E, sendo honesta, ainda não encontrei uma boa solução para esse problema.”

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