América Latina

Após acusações de Chávez, Colômbia nega intenção de atacar Venezuela

O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, durante discurso (AFP, 27 de julho)

Presidente Álvaro Uribe deixa o cargo no próximo dia 7 de agosto

O governo da Colômbia divulgou um comunicado neste sábado onde descarta qualquer intenção de atacar a Venezuela, algumas horas depois de o presidente venezuelano, Hugo Chávez, ter anunciado o envio de tropas para a região da fronteira entre os dois países.

No documento, divulgado pelo site da Presidência colombiana, o governo do país ainda classifica as acusações de Chávez de que a Colômbia teria intenções bélicas contra a Venezuela como uma tentativa de “enganar sua nação”.

“A Colômbia jamais pensou em atacar ao povo irmão da República Bolivariana da Venezuela, como disse o presidente deste país, em um claro engano político à sua própria nação”, diz o documento.

No comunicado, no entanto, a Colômbia volta a acusar a Venezuela de abrigar guerrilheiros colombianos em seu território e afirma estar buscando mecanismos do “Direito Internacional” para que isto não aconteça.

“A Colômbia pediu ajuda de canais de Direito Internacional e seguirá insistindo a esses mecanismos para que se adote um instrumento que faça com que o governo venezuelano cumpra com a obrigação de não abrigar terroristas colombianos”.

Resposta

O documento é uma resposta ao presidente Hugo Chávez, que na noite da última sexta-feira subiu o tom e disse estar enviando tropas para a fronteira entre os dois países, após acusar o governo colombiano de ter invadido o espaço aéreo venezuelano, o que também foi negado neste sábado pelo Ministério das Relações Exteriores da Colômbia.

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Chávez ainda afirmou ter revisado “planos de guerra” para um eventual conflito armado com o país vizinho.

Segundo o presidente venezuelano, as Forças Armadas de seu país estão em alerta. Ele informou ainda que foram enviadas tropas para a extensa fronteira com a Colômbia "para defender a soberania" do país.

"Não vão nos levar sob chantagem a uma guerra, a uma guerra que não é nossa, é melhor dizermos ‘vamos buscar o caminho da paz’”, afirmou Chávez ao anunciar o movimento de tropas, o primeiro desde o início da crise com a Colômbia.

Denúncia

O conflito binacional teve início há pouco mais de uma semana, quando Bogotá apresentou ao Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) supostas provas sobre a presença de guerrilheiros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e do ELN (Exército de Libertação Nacional) na Venezuela.

Em seguida, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, qualificou de mentirosas as acusações e rompeu relações diplomáticas com a Colômbia.

Para Chávez, as acusações são parte de uma "desculpa" para justificar uma intervenção armada da Colômbia em seu país, que a seu ver, contaria com o apoio dos Estados Unidos.

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