Economia

Pressionada, China permite valorização do yuan para maior nível desde 2005

Iuans e dólares

China é criticada por manter câmbio valorizado e favorecer exportações

A moeda chinesa, o yuan, chegou nesta segunda-feira ao seu valor mais alto em relação ao dólar desde junho de 2005, em meio à pressão, por parte dos Estados Unidos, para que a China demonstre mais "seriedade" em relação à promessa de flexibilizar o seu regime de câmbio.

Na manhã desta segunda-feira, um dólar comprava 6,7890 yuans - menos do que na sexta-feira (6,7896). A moeda chinesa chega ao seu valor mais alto desde que a China mudou seu regime de câmbio fixo e passou a permitir a flutuação da moeda dentro de uma estreita margem em relação ao dólar, há cinco anos.

Entretanto, desde a crise econômica, as autoridades monetárias chinesas voltaram a ancorar de fato o yuan ao dólar. Os Estados Unidos têm pressionado a China para que flexibilize a sua moeda, alegando que o yuan continua sendo mantido artificialmente abaixo do seu valor real, o que daria mais competitividade às exportações chinesas.

Na semana passada Pequim prometeu permitir uma maior flutuação do yuan, um compromisso que o presidente americano, Barack Obama, pediu que seja levado "a sério".

"Minha expectativa é de que eles (as autoridades monetárias chinesas) levem a sério a política que eles mesmos anunciaram", afirmou Obama, durante a cúpula do G20 – o grupo que reúne os principais países ricos e emergentes –, que terminou no domingo em Toronto, no Canadá.

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A posição de Obama é apoiada por outros, como o ministro brasileiro da Fazenda, Guido Mantega, que consideram que um nível mais adequado da moeda chinesa abriria espaço para outros países exportadores e criaria condições mais favoráveis à retomada do comércio mundial.

Durante o encontro, o presidente chinês, Hu Jintao, fez um alerta para o risco de que uma flutuação brusca do yuan desestabilize os mercados de câmbio.

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