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Congolês quer proibição de livro 'racista' de Tintim na Bélgica

Tintin (arquivo)

Tintin no Congo foi escrito no final da década de 20

Um homem de nacionalidade congolesa que vive na Bélgica entrou na Justiça para tentar proibir a venda de um polêmico livro do popular personagem de quadrinhos Tintim, Tintim no Congo (lançado no Brasil com o título Tintim na África).

As histórias do detetive e seu cachorrinho já foram criticadas por representarem estereótipos raciais considerados grosseiros.

O congolês, Bienvenu Mbutu, disse que o livro "faz as pessoas pensarem que os negros não evoluíram".

Há três anos, a Comissão para a Igualdade Racial da Grã-Bretanha (CRE, na sigla em inglês) chegou a pedir a proibição do livro, dizendo que ele continha imagens e "palavras de preconceito racial hediondo, onde 'nativos selvagens' parecem macacos e falam como imbecis".

O livro, o segundo das aventuras de Tintim, criado pelo ilustrador Georges Prosper Remi, que adotou o nome de Herge, foi escrito no final da década de 20. Seu autor disse, mais tarde, que foi um pecado da juventude que refletia os preconceitos da época.

As edições britânicas são encontradas atualmente ao lado de livros para um público mais adulto e são vendidas com uma faixa de papel advertindo que o conteúdo pode ser ofensivo.

Mbutu disse ao correspondente da BBC em Bruxelas, Dominic Hughes, que está pedindo que os tribunais belgas proíbam a venda do livro mas, se não conseguir isso, ficaria satisfeito em vê-lo nas prateleiras das livrarias com um alerta semelhante ao britânico.

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