Direitos Humanos

Britânica é julgada por manter 3 crianças como escravas nos EUA

Uma britânica de 63 anos se declarou inocente da acusação de ter mantido como escravas três crianças também britânicas em um rancho em Monroe, no Estado americano da Carolina do Norte.

Mercedes Farquharson havia sido indiciada por abuso infantil e servidão involuntária severos em 2006, mas conseguiu fugir e permanecer foragida até julho passado, quando foi presa na Bulgária.

Ela foi então extraditada para os Estados Unidos, onde seu julgamento teve início na noite de quinta-feira.

As vítimas - três meninas - foram libertadas em 2005, quando a situação foi descoberta por assistentes sociais que fizeram uma visita-surpresa à propriedade depois de suspeitas de vizinhos.

Uma delas era filha adotiva de Farquharson, e tinha 15 anos na época. As outras duas eram mais velhas e seriam filhas de sua melhor amiga, que as teria "dado" quando enfrentava problemas no casamento.

A polícia, no entanto, acredita que a situação de escravidão começou anos antes, quando a filha adotiva tinha cerca de 7 anos.

'Estranguladas'

Em uma entrevista dada em 2006, uma das meninas contou que Farquharson as obrigava a trabalhar no rancho, fazendo faxina e cuidando de animais, por até 20 horas diárias, sob a ameaça de apanhar ou de ficar sem comida.

“Ela nos batia com vara de bambu, com correias… Várias vezes ela estrangulava a gente”, disse a jovem.

A mulher também as impediu de ir à escola e de ter amigos.

As jovens agora vivem com uma mãe adotiva e não comentam mais sobre o caso.

Na audiência da quinta-feira, a promotoria revelou que Farquharson se dizia e ainda se declara uma espécie de “Deus”.

Segundo a emissora de TV WCNC, da Carolina do Norte, o promotor no julgamento, Peter Adolph, afirmou que o caso será uma “grande vergonha” para os Estados Unidos.

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