Religião

Vaticano proíbe ordenação de sacerdotes por seita polêmica

Vaticano (arquivo)

A SSPX se separou do Vaticano em 1970

O Vaticano proibiu um pequeno grupo dissidente católico ultraconservador de ordenar novos sacerdotes.

A Sociedade de São Pio 10 (SSPX), que se separou do Vaticano em 1970, planeja ordenar mais de 30 homens em junho. Mas em nota oficial, a Santa Sé disse que membros da seita não têm o direito de exercer o ministério e que qualquer ordenação será "ilegítima".

Em janeiro último, o papa Bento 16 revogou a excomunhão de quatro bispos do grupo, sediado na Suíça, que havia sido imposta há 21 anos.

A decisão provocou grande polêmica, pois um dos membros da SSPX, o bispo Richard Williamson, era conhecido por negar o Holocausto.

O papa defendeu a medida, dizendo que era importante para garantir a unidade da Igreja Católica.

Mas, segundo o correspondente da BBC em Roma, David Willey, ao invés de reintegrar a Igreja Católica como o Vaticano esperava, a SSPX anunciou as novas ordenações na Suíça, na Alemanha e nos Estados Unidos.

Willey disse que as ordenações, se levadas adiante, devem causar grande constrangimento ao Vaticano.

A SSPX foi fundada pelo arcebispo francês Marcel Lefebvre, como um protesto pelas reformas liberalizantes do Concílio Vaticano 2º, que incluíam uma abertura para outras religiões.

A organização diz ter como membros quase 500 padres e que é atuante em mais de 60 países.

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