Airbus A330-200 não tem registro de acidente fatal em voo comercial

O avião da Air France fotografado em 2006. Cortesia: Air Team Images

O avião passou por manutenção em abril deste ano

O modelo de avião Airbus A330-200, como a aeronave da Air France que desapareceu nesta segunda-feira no trajeto entre o Rio de Janeiro e Paris, é utilizado em voos de longa distância há 11 anos e não registrou nenhum acidente fatal em voos comerciais.

Até hoje, este modelo sofreu apenas dois acidentes por falha nas turbinas. Em 2001, um voo da Transat que fazia o percurso do Canadá a Portugal perdeu a energia depois do vazamento de combustível ao sobrevoar o Oceano Atlântico. Nenhum dos passageiros a bordo ficou ferido.

Em 2003, a turbina de um avião da Edelweiss Air explodiu ao decolar no aeroporto de Miami. Na ocasião, também não houve feridos.

O Airbus A330-200 mede 58,8 metros de comprimento, tem capacidade média e comporta 253 passageiros em três classes. Equipado com duas turbinas, o avião pode alcançar uma altitude de cruzeiro de 12,5 mil quilômetros e atingir a velocidade máxima de 913 km/hora.

Atualmente, 341 aeronaves deste modelo estão em uso por diversas companhias aéreas. Além da Air France, a KLM, a TAM, a Turkish Airlines - entre outras empresas comerciais - também possuem o A330-200 em suas frotas.

Experiência

Segundo um comunicado da Air France, os pilotos responsáveis pelo voo 447, que desapareceu nesta segunda-feira, eram bastante experientes.

O comandante já tinha 11 mil horas de voo - 1,7 mil apenas nos modelos A330 e A340. Um dos dois co-pilotos possui 3 mil horas de voo, sendo 800 no modelo, e o outro, 6,6 mil horas de voo, sendo 2,6 mil no Airbus A330 e no 340.

A Airbus afirmou que a aeronave já havia realizado, desde que começou a operar, em 2005, 2,5 mil voos, totalizando 18,8 mil horas de voo.

De acordo com a Air France, a última visita de manutenção da aeronave foi realizada em 16 de abril de 2009.

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