China prende 93 monges tibetanos

Polícia chinesa

A China aumentou o policiamento em áreas tibetanas nas últimas semanas.

Pelo menos 93 monges tibetanos foram presos neste sábado pela polícia chinesa após uma manifestação em uma cidade de maioria tibetana, segundo a mídia estatal da China.

Segundo a agência de notícias Xinhua, os monges foram detidos depois que cerca de cem pessoas atacaram uma delegacia na cidade de La'gyab, na província de Qinghai.

A agência citou autoridades dizendo que policiais e membros do governo foram atacados e teriam ficado "levemente feridos".

A confusão teria começado depois que um monge, que havia sido preso por promover a independência do Tibete, escapou da prisão.

Segundo as autoridades chinesas, o monge continua foragido, mas um site tibetano disse que ele se matou pulando em um rio.

'Rumores'

Segundo a Xinhua, seis pessoas teriam sido presas e 89 teriam se rendido à polícia, a grande maioria monges do monastério de La'gyab.

A polícia afirmou que as pessoas foram "enganadas por rumores" sobre o monge fugitivo, mas não deu mais detalhes.

É difícil confirmar relatos vindos de áreas tibetanas porque a mídia estrangeira não pode entrar no Tibete e tem acesso restrito às regiões próximas.

Na semana passada foi marcado o aniversário de 50 anos de uma tentativa frustrada de revolta dos tibetanos contra o controle chinês, que resultou na fuga do líder espiritual do Tibete, Dalai Lama, para o exílio.

Segundo o correspondente da BBC em Pequim, James Reynolds, as autoridades chinesas tomaram medidas extras de segurança para evitar protestos na data.

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