Brasil está em lista informal de países-chave do G20, diz 'FT'

Alistair Darling

Ministros de Economia se reuniram na Grã-Bretanha nesta sexta-feira

Uma reportagem publicada pelo diário britânico Financial Times, nesta sexta-feira, afirma que o Brasil faz parte de uma lista informal de países-chave nas discussões do G20, elaborada pelo governo britânico.

Citando "um relatório confidencial" vazado do Ministério do Exterior britânico, o artigo diz que a lista de 11 países - da qual Argentina, México e mesmo a Rússia ficaram de fora - revela um "retrato intrigante" de como o governo britânico "vê o mundo".

Além do Brasil, que preside o G20, estão entre os "países prioritários" EUA, Grã-Bretanha, Alemanha, França, Itália, Japão, Coréia do Sul, China, Índia, Arábia Saudita e África do Sul.

O envolvimento do G20 - um grupo formado por países desenvolvidos e emergentes - nas discussões sobre a crise econômica mundial é resultado de reivindicações por uma maior democratização nas decisões sobre a economia do planeta.

Líderes de países em desenvolvimento pedem mais voz nesta questão, apontando que foram ironicamente os países desenvolvidos que permitiram os desequilíbrios que levaram à espiral dos tempos atuais. O encontro do G20, marcado para o dia 2 de abril em Londres, simboliza essa tentativa de diálogo.

De fora

Mas a existência de uma lista indica, para o FT, que existe uma "segunda divisão não-oficial" dentro do grupo.

Emergentes como Argentina, Rússia, México, Turquia e Indonésia não foram classificados como "Estados prioritários" na lista do Ministério britânico, revela o editor político do jornal. A lista se completa com dois países desenvolvidos: Canadá e Austrália.

"O documento confidencial foi divulgado em dezembro passado (...) para fornecer (subsídio) a serviços de relações públicas para a cúpula de Londres", diz a reportagem. Segundo o FT, a ideia do governo era contratar empresas lobistas e empresas de RP para atuar junto aos países prioritários.

As iniciativas incluiriam a promoção de campanhas de mídia, para "elevar o perfil do encontro para o público geral e para os formadores de opinião, facilitando uma tomada positiva de decisões".

Mas no fim, diz a reportagem, o contrato de lobby de cerca de R$ 1 milhão não foi outorgado.

O governo britânico respondeu que a lista "não é em absoluto uma hierarquia firme dos Estados mais importantes para as nossas relações políticas".

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