
Eluana, que morreu neste mês, estava em coma desde 1992
O pai da italiana que esteve no centro de um debate sobre a eutanásia na Itália está sendo investigado por assassinato, disseram autoridades judiciárias do país nesta sexta-feira.
O pai de Eluana Englaro, Beppino, está entre as 14 pessoas que vão ser alvo do inquérito.
O caso está sendo investigado após denúncias de grupos pró-vida.
Eluana estava em coma desde 1982 e morreu no dia 9 de fevereiro depois que médicos removeram os tubos que a alimentavam. Um tribunal havia autorizado a medida depois de considerar o que o pai disse ser desejo da filha.
Polêmica
Englaro disse saber que vai ser investigado, mas não teria muito conhecimento das acusações.
"Sempre agi de acordo com a lei, então deste ponto de vista (legal) me sinto completamente tranquilo", disse ele à BBC.
Ele disse que ele e a equipe médica tiveram que lidar com "este assunto complicado da maneira correta".
"Foi um caso único, por isso fomos todos cautelosos", disse ele.
O anestesista e outros integrantes da equipe médica de Eluana estão entre os investigados.
O caso dividiu opiniões na Itália. O governo e o Vaticano se opuseram à decisão do tribunal, dizendo que ela significava a eutanásia.
Pouco antes da morte de Eluana, o Senado discutia uma legislação emergencial que forçaria os médicos a mantê-la viva.
A eutanásia é ilegal na Itália, mas os pacientes têm o direito de recusar tratamento médico.