| 30 de maio, 2003 - Publicado às 07h51 GMT |
| Bush inicia giro pela Europa, Rússia e Oriente Médio |
 Primeira escala da viagem é na Polônia (Foto: AP)
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O presidente americano, George W. Bush, inicia nesta sexta-feira um giro diplomático de uma semana, com passagem pela Europa, pela Rússia e pelo Oriente Médio.
É a primeira viagem de Bush à Europa desde a guerra no Iraque – e dos duros debates na comunidade internacional sobre a necessidade de uma ofensiva militar contra Saddam Hussein.
Na véspera da partida, o presidente americano disse que, durante a viagem, quer esquecer a "frustração e a decepção" dos Estados Unidos com a oposição francesa em relação à guerra no Iraque.
A primeira parada da viagem é na Polônia, onde Bush deve fazer um discurso estratégico sobre as relações transatlânticas.
Aventura
O correspondente da BBC em Washington, Justin Webb, diz que esta é a mais ambiciosa aventura diplomática do presidente.
De acordo com Webb, o início da viagem ocorre de uma forma muito planejada, com a visita de Bush à Polônia para agradecer o apoio do país à guerra no Iraque.
O presidente americano faz a primeira escala em uma parte do mundo que o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, define como "nova Europa".
Na seqüência, Bush segue em direção à Rússia para um encontro com o presidente Vladimir Putin em São Petesburgo e para acompanhar a celebração de 300 anos da cidade histórica.
Em seguida, o presidente americano vai a Evian, na França, para a cúpula do G-8 (grupo que reúne os sete países mais ricos do mundo e a Rússia). Desta vez, o encontro também terá a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como convidado da França.
Em Evian, Bush ficará frente a frente com os maiores opositores da guerra: o presidente francês, Jacques Chirac, o chanceler alemão, Gerhard Schröder, e o presidente russo, Vladimir Putin.
Sem confronto
Em uma entrevista a jornalistas estrangeiros na quinta-feira, o presidente americano insistiu que a cúpula de Evian não seria uma reunião de confronto.
"É uma oportunidade de falar com alguns que concordaram conosco sobre o Iraque e, com aqueles que não concordaram, sobre como iremos adiante", disse.
No entanto, Bush deixou claro que seu aborrecimento com o presidente Chirac, que liderou a oposição à resolução do Conselho de Segurança da ONU sobre a guerra, continua.
"As pessoas não entenderam a decisão da liderança francesa de barrar o desejo americano e o desejo de outros países de trabalhar pela segurança e liberdade", afirmou.
Em frente
O presidente americano disse que o impasse com a França não vai influenciar suas políticas e que espera ansioso o encontro com Chirac e com os aliados.
Fontes da Casa Branca dizem que a discussão sobre o Iraque deve ser deixada de lado.
O presidente americano teria dito à delegação alemã que não haveria "queda de braço".
Na próxima terça-feira, antes do encontro oficial do G-8, Bush vai passar pelo Oriente Médio para a tarefa mais difícil de sua viagem: um encontro com governantes israelenses e palestinos. |
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