| 22 de maio, 2003 - Publicado às 11h41 GMT |
| Terremoto na Argélia mata 640; França envia ajuda |
 Os hospitais argelinos estão sobrecarregados
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Pelo menos 640 pessoas morreram e cerca de 4,7 mil ficaram feridas depois que um terremoto atingiu o norte da Argélia.
O epicentro do tremor, que atingiu 6,7 graus na escala Richter (aberta, cujo máximo já registrado foi 9,5) ocorreu em um local próximo à cidade de Thenia, que fica cerca de 60 km a leste da capital, Argel.
A França já enviou mais de cem pessoas a sua ex-colônia para ajudar no resgate dos feridos, além de cachorros farejadores e equipamento de emergência. A Espanha, que sentiu os efeitos do terremoto em seu próprio território, prometeu enviar um avião militar com 30 funcionários para ajudar nas buscas.
O primeiro-ministro da Argélia, Ahmed Ouyahia, disse que o número de mortos e feridos deve aumentar bastante, já que centenas de corpos estariam presos sob os escombros de construções que desabaram.
Pânico
De acordo com um correspondente da BBC em Argel, o sismo fez tremer prédios e causou pânico entre os moradores da cidade.
O terremoto ocorreu por volta das 19h45 da quarta-feira (15h45 em Brasília) e durou alguns segundos, durante os quais muitas pessoas saíram em pânico às ruas.
De acordo com a rádio estatal argelina, pelo menos 50 pessoas morreram na cidade de Boumerdes, cerca de 50 quilômetros a leste de Argel.
"Partes de prédios caíram, há entulho em toda a parte. Dezenas de jovens estão cavando os escombros com as próprias mãos para remover pessoas presas", disse um repórter da agência Reuters em Boumerdes.
A rádio estatal também informou que cem pessoas morreram perto da cidade de Rouiba, também a leste de Argel.
"É catastrófico. Nunca vi tamanho desastre em minha vida. Tudo desabou", disse um morador de Rouiba, Yazid Khelfaoui.
O fornecimento de luz foi cortado na maior parte da cidade e as linhas telefônicas estariam sobrecarregadas, com milhares de pessoas tentando obter notícias de parentes e amigos.
Outras 42 pessoas teriam morrido no vilarejo de Ain Taya, a cerca de 30 km da capital, e mais oito pessoas na própria capital, Argel.
Reunião
O presidente do país, Abdelaziz Bouteflika, realizou uma reunião de emergência com membros de seu gabinete depois do terremoto e enviou o ministro do Interior às áreas afetadas.
As autoridades fizeram um apelo para que todos os trabalhadores da área da saúde se disponibilizem para ajudar às vítimas e a coletar doações de sangue.
Em Argel, o terremoto da quarta foi seguido por dois menores. Segundo o correspondente da BBC, muitas pessoas decidiram ficar nas ruas, com medo de novos sismos.
De acordo com o Instituto de Investigações Geológicas dos Estados Unidos, esse foi o tremor mais violento registrado no país desde 1980, quando tremor de 7,7 graus na escala Richter deixou cerca de 5 mil mortos.
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