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26 de fevereiro, 2003 - Publicado às 10h45 GMT
Lembranças de Bush House – 1968
BBC iniciou suas transmissões ao Brasil há 65 anos
BBC iniciou suas transmissões ao Brasil há 65 anos

 Clique aqui para ouvir esta coluna do Ivan Lessa

1 - A transmissão

Bush House ficava no centro de Londres e nela, como hoje, a Seção Brasileira.

Éramos 11. Dois eram encarregados das transmissões de 2 horas e 15 minutos, entre 23h e a 1h15 da madrugada e entre 7h às 9h15, hora de Brasília.

Ainda não havia horário de verão. O salário era de 120 libras, o equivalente, na época, a uns US$ 300. Os programas eram preparados na jornada diurna, das 10h às 18h, e variavam de 15 a 30 minutos: Letras e Artes, Mundo Agrícola, Revista da Semana, Ciência e Medicina, e até mesmo Filatelia.

Gravava-se e, junto com o script anexo, ia tudo para a caixa preta da transmissão.

Dois faziam a transmissão. Um lia as notícias, o outro fazia a continuidade, ou seja, o elo de apresentação entre um programa e outro. Naquele navio, ainda não haviam âncoras.

Eram, respectivamente, o newsreader e o continuity. Chegavam às 17h45. O “continuidade” traduzia dois artigos de uns 5 minutos, em razoável profundidade, para serem lidos, “ao vivo”, logo após o noticiário.

Chamavam-se “Questão em Foco”. Os assuntos eram as questões do momento: restos dos acontecimentos de maio em Paris, Vietnã, Oriente Médio, Checoslováquia.

O chefe da seção era inglês e o assunto de sua paixão, a Checoslováquia. Nada sabia sobre o que tinha ido para o ar em matéria de português, mas sempre cuidou da pronúncia correta da cidade de Brno.

O encarregado do noticiário apresentava-se (“Brazilian newsreader!”) no “newsroom”, a enfumaçada sala da redação, diante do editor designado do dia, às 10h e saia com as 100 linhas, ou 10 minutos, de notícias a serem traduzidas.

Ia para a máquina de escrever e ficava torcendo para o mundo estourar o mínimo possível nas próximas 3 horas.

Mudasse alguma coisa entre um noticiário e outro (o das 11h, da meia-noite e da 1h), viria da redação para a sala ao lado do estúdio de transmissão, pelo milagre da tecnologia conhecido como “chute”, ou seja, aquele tubo pneumático que já cobriu Paris e algumas lojas do Rio e São Paulo.

Certas noites havia mudança de mais de metade dos 10 minutos de noticiário.

Traduzia-se com o coração na ponta dos dedos. Havia uma certa aflição na urgência toda. Sempre compensada pelo indizível prazer de poder referir-se, quando fosse o caso, ao golpe militar e à ditadura reinante no Brasil como exatamente isso e não revolução, mesmo em letras minúsculas.

 Clique aqui para ouvir esta coluna do Ivan Lessa
 
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