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22 de novembro, 2002 - Publicado às 10h30GMT
A lista dos papões



 Clique aqui para ouvir esta coluna do Ivan Lessa

Outro dia mesmo, eu andei reclamando dessa mania que anda reinando no Reino Unido: a listagem, fazer listas.

Tudo já ganhou lista ou rol. Todo mundo acompanha, vai e, quando é o caso, vota. Um desmando em matéria de democracia.

No fundo, eu acho que os britânicos andam mesmo é com vontade de comparecer às urnas e escolher novo governo, com ou sem monarquia, dependendo da pesquisa encomendada. Pesquisa, aliás, é uma forma superior de listagem e se pretende ser mais levada a sério.

Ora, pois, pois. Acompanho isso tudo com um vago desinteresse, e só as listas e pesquisas mais tolas e inúteis despertam minha atenção.

Inclusive porque servem, em última instância, para erguer as colunas que sustentam os sítios de minha existência.

Atenção para a última lista que flagrei numa revista sobre cinema. Trata-se de um resumo estatístico baseado no minucioso estudo de 23 filmes de horror.

Os vilões, ou bichos-papões, comportam-se, agem, dividem-se e etcetera (principalmente etcetera) da seguinte maneira:

Matam uma média de seis pessoas por filme, das quais 14% morrerão parcialmente nuas ou tendo acabado de participar do ato sexual.

De cada 20 vítimas, apenas uma conseguirá atingir o estrelato em Hollywood. As armas prediletas dos papões são: faca (21%), machado (13%), dentes (13% também), gancho (8%) e serra elétrica (4%).

21% dos papões ainda vivem com os pais, ou, como no caso de Anthony Perkins em “Psicose”, com a mãe.

4% estão vivendo na casa de outra pessoa sem terem obtido permissão ou contra a vontade do dono. E 33%, como uma chaga social, não têm residência fixa.

46% dos papões preferem aterrorizar as vizinhanças dos subúrbios das grandes cidades.

Ah, sim, os papões detestam viagens. Só 17% se aventuram longe de sua cidade natal. Mesmo conhecidos de todos, 8% usam máscara enquanto 46% apresentam desfiguramento facial.

Talvez devido a trauma por isso provocado, 21% dos papões são ultracalados e pouquíssimos recorrem a gestos quando querem transmitir alguma coisa a não ser morte instantânea e dolorosa a quem estiver perto dando sopa.

Para finalizar, uma boa notícia: 50% dos papões já estão mortos. E também uma má: o fato de estarem mortos não os impede de aventurarem pelo bicho-paponismo afora. Muito pelo contrário.

 Clique aqui para ouvir esta coluna do Ivan Lessa

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