| 24 de outubro, 2002 - Publicado às 10h30 GMT |
| Cabeça cheia |

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Os americanos hoje estão indo às urnas pensando na economia que não decola, na grana perdida nas bolsas, na corrupção corporativa, no desemprego e na possível guerra com o Iraque.
São questões pesadas mas os eleitores estão desmotivados e indecisos.
A maioria acha que nem os republicanos nem os democratas parecem capazes de resolver os problemas do país.
Há uma outra questão que começou pegando de leve e, de repente, pegou fogo.
Vários plebiscitos municipais e estuduais hoje consultam o eleitorado sobre a maconha.
Em São Francisco vao decidir se a própria cidade deve cultivar e distribuir a cannabis para uso medicinal.
Em Ohio vão decidir se substituem a prisão por tratamento e no Arizona a proposta é descriminalizar, um palavrão que maconheiro gosta mas acha difícil pronunciar quando esta fumando.
A proposta mais radical vem do Estado de Nevada que propõe a legalização do uso e do porte de até 30 gramas de maconha.
Dependendo da dosagem é possível enrolar entre 80 a 150 baseados.
É muita fumaça.
O governo federal é contra todas estas propostas e o czar das drogas, John Walters, diretor da Casa Branca para controle de drogas, está numa frenética campanha pelo país alertando sobre os perigos da maconha.
Os modelos europeus de legalizar e reduzir a repressão aparecem com freqüência nos debates, mas um dos argumentos que mais comove os americanos é o custo.
Os dólares que o governo gasta para manter maconheiros nas penitenciárias parecem cada vez mais desperdiçados.
Milhões de americanos nesta terça vão votar com a cabeça feita, mas independente do resultado, a questão da maconha está mais no ar do que nunca.
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