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25 de outubro, 2002 - Publicado às 12h30 GMT
Salvemos os ruivos



 Clique aqui para ouvir esta coluna do Ivan Lessa

Mais cedo ou mais tarde, você acaba vendo na televisão britânica um documentário sobre teoria, causa ou fato que, dependendo da vida interior e exterior do telespectador, pode ou não provocar o maior interesse.

Os ingleses – para particularizar os britânicos – adoram documentário sobre bicho. Não faz minha praia ou, melhor dizendo, não faz minha selva.

Sobre gente também. E sobre o que as gentes andaram fazendo: como, quando e onde. Portanto, tome história. Sou vidrado, como em tudo mais, no documentário idiossincrático, ou seja, no documentário que, com boa vontade, poderíamos chamar de alternativo.

Por exemplo: nesta semana teve, em horário nobre na televisão aberta, no Channel 4, um documentário sobre os ruivos na Grã-Bretanha.

Lembremo-nos que os documentários devem primar pela isenção, o que não impede de, com a necessária e democrática freqüência, ter os documentários com agenda própria, aberta e descarada.

No caso, o documentário era sobre os ruivos e a ameaça de extinção que, neste país, paira sobre eles.

Graças à invasão celta, um em cada dez cidadãos britânicos são ruivos. Ou “ginger”, conforme eles dizem e eu nunca entendi porque, já que gengibre para mim não tem nada a ver com a cor em questão.

A concentração de ruivos na Grã-Bretanha é a maior do mundo. Desnecessário dizer, para quem manja um pouquinho de ruivos, que a maior parte deles vem ou está na Escócia.

Cá no sul, no entanto, o filme dizia que as crianças ruivas sofrem nas mãos de lourinhos e morenos. Para contrabalançar, um depoente falou que cabelo ruivo é tido como um sinal de potência sexual.

Outro depoente, ruivíssimo, claro, declarou que dois ruivos numa cama é praticamente incesto, o que contribui, segundo as leis que regem a genética, para a extinção da espécie ruiva.

No final, apresentando alguns sinais de paranóia desenfreada, o apresentador, Elliot Kew (adivinhem a cor dos cabelos dele?), falou de seu grande sonho: forjar uma raça de super-ruivos.

Tudo bem. Não dando certo, há sempre a solução de se tingir os cabelos.

 Clique aqui para ouvir esta coluna do Ivan Lessa


 
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