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14 de outubro, 2002 - Publicado às 13h53 GMT
O que é que há com a Romênia?



 Clique aqui para ouvir esta coluna do Ivan Lessa

Todos os países são incompreensíveis. Mas alguns países são mais incompreensíveis do que os outros. Não, não pretendo falar do meu, do seu, do nosso Brasil.

Meu assunto hoje é a Romênia, que, aliás, um dia, na minha infância, era Rumânia, de repente, sem avisar ninguém, passou a ser Romênia.

No meio de um terrorismo mundial desenfreado, a Romênia insiste em continuar a ser uma ilha de loucura razoavelmente mansa.

Na semana passada, a Romênia esteve por duas vezes naquelas notinhas quase invisíveis que só eu e outros aloprados conseguimos encontrar.

Primeiro, vem o caso do operário Constantin Simion, de 52 anos, que, exausto de tanta democracia no país, resolveu pedir asilo político no Iraque.

Constantin passou a maior parte de sua vida "sob o jugo" (conforme se dizia) de Nicolae Ceausescu e agora todo o país "foi para o beleléu", traduzo eu tentando pegar o espírito de suas declarações para correspondentes estrangeiros sem coisa melhor que fazer.

E prosseguiu Constantin, conforme reportam as folhas: "Não vejo o dia em que serei um súdito de Saddam. Se o Iraque me negar asilo, tentarei a Líbia ou Cuba, qualquer coisa, qualquer país, contanto que o regime seja totalitário. Estou farto de democracia."

Farto de democracia também está o nosso segundo cidadão romeno desta coluna, Gheorghe Paschu, de 72 anos.

Farto de democracia, totalitarismo, tudo, ao que parece, menos das emoções de ser atropelado, seu passatempo predileto.

Paschu declarou o seguinte, possivelmente aos mesmos correspondentes e repórteres que ouviram as lamúrias de Constantin Simion: "Eu gosto e pronto. Assim que eu vejo um carro eu tenho de me atirar em frente a ele."

O hobby extremado de nosso amigo parece que terá de chegar a um fim. Nenhuma companhia de seguros quer nada com ele, que já foi atropelado dezenas de vezes e hospitalizado outras tantas.

Cá entre nós, eu se fosse o Gheorghe Paschu me mandaria para Bagdá. Logo, logo, pelo que leio, ele terá oportunidade de ser atropelado por tanque americano. O que deve ser uma emoção diferente.


 Clique aqui para ouvir esta coluna do Ivan Lessa
 
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