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10 de setembro, 2002 - Publicado às 11h33 GMT
Conheça as atividades da Al-Qaeda no mundo islâmico
EUA atacaram a Al-Qaeda no Afeganistão em 2001
EUA atacaram a Al-Qaeda no Afeganistão em 2001

Osama Bin Laden e sua rede Al-Qaeda ganharam fama mundo afora depois dos atentados de 11 de setembro.

A organização, acusada de ter promovido os ataques, tem forte atuação no mundo islâmico. Conheça mais sobre suas atividades em alguns dos principais países muçulmanos:

Arábia Saudita

Foi na Arábia Saudita que nasceu Osama Bin Laden. E não só. Segundo as autoridades americanas, 15 dos 19 seqüestradores de 11 de setembro são cidadãos do país.

Parte do crescimento da Al-Qaeda na Arábia Saudita decorre de suas difíceis relações com os Estados Unidos, interessados em preservar seus interesses no país, líder mundial em produção de petróleo.

A presença de bases aéreas e forças americanas na Arábia Saudita era inicialmente a principal razão da campanha da Al-Qaeda contra alvos americanos.

Bin Laden é bastante popular no país, apesar de ter sido destituído da cidadania saudita. Acredita-se que a Al-Qaeda receba apoio financeiro de organizações sauditas.

O governo do país colaborou com as investigações sobre os atentados de 11 de setembro. Suas autoridades confirmaram a identidade dos seqüestradores e detiveram centenas de suspeitos de envolvimento nos ataques.

Entretanto, agora o governo teme que a aproximação com os Estados Unidos lhe cause problemas em decorrência da crescente oposição interna aos ataques americanos contra o Afeganistão.

Egito

Alguns dos seqüestradores de 11 de setembro eram cidadãos egípcios. É o caso de Mohammed Atta, apontado como líder do grupo, e Ziad Jarrah. Também no Egito centenas de acusados de envolvimento com a Al-Qaeda foram detidos.

O país é o berço da Jihad Islâmica egípcia, grupo praticamente inseparável da Al-Qaeda. Seu líder, Ayman Al-Zawahiri, é muitas vezes apontado como braço-direito de Bin Laden.

Marrocos

Sete supostos integrantes da Al-Qaeda foram presos no país, acusados de planejar um atentado contra navios americanos e britânicos no estreito de Gibraltar. Eles negam as acusações.

Segundo a promotoria, o grupo de três sauditas e quatro marroquinos também planejava explodir alguns ônibus e uma mesquita no centro de Marrakesh.

Também foram detidos no Marrocos vários outros suspeitos de integrar a Al-Qaeda. Acredita-se que um deles seja o saudita Abu Zubair, apelidado de Urso, que é suposto integrante do alto escalão da organização e suspeito de planejar ataques contra alvos ocidentais no país.

Outro importante membro da rede, o cidadão alemão Mohammed Haydar Zammar, também foi detido pelas autoridades marroquinas. Acredita-se que ele tenha sido extraditado para a Síria.

Paquistão

O Paquistão responsabiliza a Al-Qaeda por uma série de atentados a bomba no país e pelo assassinato do jornalista americano Daniel Pearl.

As forças de segurança paquistanesas vêm perseguindo, capturando e prendendo militantes da Al-Qaeda.

Mas nem sempre foi assim. Até os atentados de 11 de setembro, o serviço secreto paquistanês fornecia armamentos e apoio financeiro e logístico ao regime do Talebã, acusado pelos Estados Unidos de abrigar a Al-Qaeda e Osama Bin Laden.

Depois do início dos ataques aéreos americanos contra o Afeganistão, muitos militantes da Al-Qaeda e do Talebã fugiram para o noroeste do Paquistão. Na região já viviam milhares de refugiados afegãos da etnia patane, o mesmo grupo étnico da maioria dos integrantes do Talebã.

Entre os fugitivos afegãos detidos pelas autoridades paquistanesas está Abu Zubaydah, tido como colaborador próximo de Osama Bin Laden.

Clique aqui para ler o especial da BBC Brasil sobre 11 de setembro
 
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