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12 de agosto, 2002 - Publicado às 09h55 GMT
Índia lucra com tecnologia, mas sofre fuga de cérebros
Qualificação da mão-de-obra é vantagem indiana
Qualificação da mão-de-obra é vantagem indiana

Rodrigo Amaral

A Índia é um país conhecido por ter uma grande parcela de sua população abaixo da linha da pobreza. Mas, na nova economia, está se revelando uma das grandes fontes de mão-de-obra e tecnologia na área de informática.

O país está mostrando como é possível lucrar na era digital juntando sofisticação com baixos custos. Com um setor universitário de alta qualidade – só as universidades de língua inglesa formam 73 mil alunos por ano – e tradição em áreas como economia e matemática, a Índia possui diversos pólos de excelência na área de software.

Em 1990, o país exportava US$ 150 milhões em produtos de alta tecnologia, principalmente softwares. Em 1999, esse número já era US$ 4 bilhões, e há estimativas que prevêem um volume anual de US$ 50 bilhões por volta de 2008. Hoje, o setor de software emprega 8% das pessoas que trabalham na economia formal indiana.

Mas o exemplo também revela o outro lado da moeda: graças aos baixos salários e à alta qualidade da mão-de-obra, a Índia possui uma grande quantidade de profissionais cortejados por empresas de alta tecnologia dos Estados Unidos e da Europa. Os americanos, por exemplo, planejam atrair 100 mil programadores indianos por ano a fim de suprir a indústria local com mão-de-obra.

Indústria local

A Índia também forncece outros exemplos das novas possibilidades abertas pelo avanço das tecnologias de informação.

Boa parte da indústria local na verdade trabalha como prestadora de serviços para grandes empresas sediadas nos países desenvolvidos.

Como os custos de mão-de-obra são muito inferiores aos encontrados na Europa ou nos Estados Unidos, vale a pena terceirizar junto às empresas indianas a realização de serviços como a administração de cartões de crédito ou a gestão da folha de pagamentos de uma multinacional.

Esses dados são transmitidos de um lugar para outro por meio da internet ou outras tecnologias que implicam um custo muito reduzido.

A lição é que países em desenvolvimento podem encontrar novos nichos na economia da era da informação.

"A Índia mostra como política de governo é algo importante", afirma o Pnud, da ONU.

"Ao fornecer educação adequada para a tecnologia de informação, o governo garantiu o lugar da Índia na nova economia."

Fuga de cérebros

O outro lado da moeda é o risco de um país investir pesadamente em educação apenas para ver seus melhores profissionais serem fisgados por empresas dos Estados Unidos ou da Europa.

Mais uma vez, o caso da Índia é altamente representativo.

Um estudo preparado por pelos economistas Mihir Desai, Devesh Kapur e John McHale estima que, em 2001, mais de um milhão de indianos viviam nos Estados Unidos.

Desse total 38% possuía diploma de pós-graduação, enquanto a proporção entre os americanos natos era de 9%.

"A perda de talento sofrida pela Índia na década de 1990 foi dramática e esteve altamente concentrada entre as pessoas no auge de sua carreira, que possuem um alto nível de educação e ganham maiores salários", afirma o estudo.

Os autores afirmam que a fuga de cérebros pode tornar a economia do país menos atrativa para o capital estrangeiro e abortar o desenvolvimento de pólos de alta tecnologia, entre outras conseqüências negativas.

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Links externos:
Estudo de Desai, Kapur e McHale sobre a fuga de cérebros na Índia (em inglês)
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