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12 de agosto, 2002 - Publicado às 00h02 GMT
Empresa aérea americana US Air pede concordata
Empresa sofre efeitos do 11 de setembro
Empresa sofre efeitos do 11 de setembro

Uma das maiores companhias aéreas dos Estados Unidos, a US Airways, apresentou pedido de concordata neste domingo.

A empresa sofreu duramente com a recessão econômica nos Estados Unidos e a queda no número de passageiros, em decorrência dos atentados de 11 de setembro em Washington e Nova York.

A US Airways informou que, no último ano fiscal, a empresa acumulou um prejuízo de US$ 1,5 bilhões.

Com a concordata, a empresa aérea espera ser capaz de continuar operando, enquanto passa por um processo de reestruturação visando à retomada da rentabilidade.

Movimento aumenta

As notícias sobre a situação financeira da US Airways foram divulgadas pouco depois da Official Airline Guide, uma empresa que fornece informações sobre vôos e empresas aéreas, ter divulgado um balanço em que afirma que voltou a crescer a procura por passagens em todo o mundo.

Segundo a empresa, o número de passageiros das empresas aéreas é hoje apenas 4% inferior ao nível de passageiros de antes dos eventos de 11 de setembro.

O medo de viajar de avião provocado pelos atentados fez a procura por passagens aéreas cair até 30% depois da data.

Segundo analistas, a retomada de venda de passagens tem a ver com mudanças de estratégia por parte de algumas companhias aéreas.

Empresas especializadas em passagens mais baratas e que oferecem menos luxo, como a Gol no Brasil, responderam à crise no setor com promoções, oferecendo lugares nos aviões por preços extremamente baixos.

Já as companhias tradicionais trataram de enxugar custos, diminuindo o número de funcionários e aumentando o valor das passagens.

O resultado é que as empresas aéreas econômicas acabaram, em muitos casos, tomando o lugar das empresas tradicionais, se tornando mais rentáveis e conquistando o maior número de passageiros.

 
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