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17 de julho, 2002 - Publicado às 12h01 GMT
Um ídolo das multidões



 Clique aqui para ouvir esta coluna do Ivan Lessa

Disc-jóquei.

O termo é americano e foi criado nos Estados Unidos no ano de 1941.

O país ainda não tinha entrado na guerra, a prosperidade imperava, todo mundo tinha um aparelho de rádio, as grandes orquestras com seus crooners continuavam a ser o que havia de mais empolgante no mundo da música popular.

O disc-jóquei era o animador radiofônico.

Ele que apresentava os programas musicais, que constituiam boa parte da programação das rádios.

Papeava com a gente entre um disco e outro.

Nós, que nunca nos preocupamos, tal como hoje, em traduzir as coisas, poderíamos dizer que ele era um discotecário, ou seja, uma pessoa que escolhe e toca discos para se ouvir ou dançar em uma casa, um baile, uma boate ou discoteca.

O disc-jóquei, montado em sua goma-laca, fazia e desfazia carreiras musicais a 78 rotações por minuto: cultivava gostos e apontava os novos rumos para o entretenimento das massas.

Com a intimidade própria dos americanos, logo passou a ser conhecido por apelido: DJ, que, aliás, nós também nunca nos demos ao trabalho de traduzir: de-jota.

Nos anos 50, Alan Freed botou no mapa, dizem, o rock – e isto é uma simplificação.

Freed manipulava o vinil, em 45 rotações. Manipulava em vários sentidos, tanto que acabou acusado de corrupção.

Anos 60 e 70? Esquece.

O LP e a FM são senhores absolutos, ninguém quer ouvir a lenga-lenga de um – eis o nome – mero tocador de discos.

Com a tecnologia dos anos 80 para cá, o DJ sofre uma transformação e passa ele mesmo, sozinho, a constituir a atração.

Duas palavras mágicas – hip e hop –, som incrementado e estamos, ou ele está, aí.

Manobrando a paisagem rítmica interior das pessoas a sei-lá quantos decibéis, suas mãos abertas como duas vastas aranhas sobre o vinil ressuscitado.

Ele é todo som e batida.

No sábado, na cidade balneária de Brighton, um DJ muito popular, Fatboy Slim (Garoto Gordo Magrela, traduzamo-lo), botou 200 mil pessoas em transe hipnótico percussivo.

Morreram dois, 100 deram entrada no pronto-socorro, sobraram 60 toneladas de lixo.

Alguém aí lembra do tempo das macacas de auditório gritando “Cauby! Cauby!”?

Eu lembro e sinto falta.

 Clique aqui para ouvir esta coluna do Ivan Lessa
 
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