| 09 de julho, 2002 - Publicado às 12h32 GMT |
| A frigideira da Martha |

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Da decoração ao jardim, passando pela cozinha, Martha Stewart sabe fazer de tudo. Ela é uma perfeccionista, um modelo para as donas-de-casa americanas.
Até agora, ela era também uma modelo de executiva no comando um império de US$ 300 milhões.
Aos 60 anos, Martha aparece em 30 programas de televisão por semana, seu programa de rádio está em 360 mercados e sua coluna Pergunte à Martha aparece em 220 jornais.
Já publicou 40 livros, é dona de uma revista, e sua empresa oferece uma linha de produtos com o próprio nome, que vende no próprio site e em 1,9 mil mercados da cadeia K-Mart.
Martha Stewart vem de uma família polonesa pobre de Nova Jersey, foi empregada doméstica e modelo, fez universidade, casou com advogado e foi corretora de valores antes de se tornar dona-de-casa no subúrbio de Connecticut.
Lá, começou sua carreira fazendo bufês e lançou seu primeiro livro de receitas. Foi um sucesso atrás do outro.
A imagem de Martha era tão imaculada que foi convidada para ser uma das diretoras da Bolsa de Valores de Nova York.
Agora, Martha está sendo investigada pelo Congresso e pela Comissão de Valores Mobiliários suspeita de ter usado informação privilegiada.
Ela tinha 4 mil ações na ImClone, uma empresa que estava aguardando aprovação do governo para lançar um novo remédio contra câncer.
Quando a permissão foi negada, Martha mandou vender antes que a informação se tornasse pública. Nos Estados Unidos, isto é crime.
Neste banquete de escândalos em Wall Street, o de Martha Stewart é light, mas reforça a sensação de que existe algo cada vez mais podre no reino da economica americana.
Martha com sua criatividade costuma transformar lixo em decoração. Agora, os inimigos e invejosos, e eles são muitos, querem saber se ela for para a prisao como vai decorar a cela.
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