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03 de julho, 2002 - Publicado às 11h32 GMT
Notas de protesto



 Clique aqui para ouvir esta coluna do Ivan Lessa

Protesto musical é em inglês. Mais ou menos feito chicletes ou o velho fox-blue.

Falou em protesto, sinal de que o disco, de preferência em vinil, arranhado como o quê, só pode ser do Bob Dylan.

No momento, há motivo de sobra para se protestar, em inglês, contra isso ou aquilo outro que os Estados Unidos andam fazendo por aí.

Um pequeno parêntese: ocorre-me que há canção de protesto contra tudo nos Estados Unidos menos o “friendly fire”, esse notório “fogo amigo”.

Como protestar contra um avião americano matar, por engano, algumas dezenas de presentes a uma festa de casamento no Afeganistão?

Algum americano – cantor ou ouvinte – saberá o que é e onde fica o Afeganistão? Fecho o parêntese.

A verdade é que, no momento, há várias pinimbas, para dizer o mínimo, correndo soltas por aí.

São válidas para americanos esclarecidos contra americanos ou europeus contra americanos. No sentido crítico construtivo, se quisermos ser brandos e ligeiramente hipócritas.

Aí está o Tribunal Penal Internacional, que os americanos se recusam a ratificar.

Aí está o já citado Afeganistão, onde segundo muitos os americanos permitiram que Osama Bin Laden se safasse vivo por temerem o envio de tropas terrestres.

Mais: direitos civis violados na base-prisão de Guantánamo, em Cuba.

Posição perigosa a favor de Israel e contra palestinos.

A obsessão em querer derrubar de qualquer maneira Saddam Hussein do governo do Iraque. A insistência em botar o Irã no tal “eixo do mal”. E por aí afora.

Sim, tudo isso dá samba. Mais precisamente, dá canção de protesto.

Vai ver é a nova onda musical.

E quem deu o pontapé inicial nessa peleja ? Ora, George Michael, é claro. Juro.

Um controvertido “clip” de seu novo “single”, “Shoot the Dog”, (“Matem o Cachorro”) está sendo examinado com lupa por entendidos para ver se ele deve ou não ir às telas da televisão e, ainda, se George Michael, com seu queimado permanente, andou ficando demais debaixo daquelas lâmpadas de bronzear.

Em entrevista, George Michael esclarece que sua música, e seu objetivo, é apenas o de convencer o mundo islâmico que seu país, a Grã-Bretanha, não está seguindo às cegas, como um cachorrinho, o presidente Bush.

Não explicou, no entanto, porque, no “clip” ele aparece de calção fio dental na cama com Cherie Blair, senhora do primeiro-ministro inglês.

O importante é que a coisa está rendendo papo. Protesto ou escândalo planejado, funcionou.

 Clique aqui para ouvir esta coluna do Ivan Lessa

 
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