| 02 de julho, 2002 - Publicado às 08h37 GMT |
| Meu risco Brasil |

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Giovanni Iovene é um dono de restaurante que sabe mais sobre futebol do que todos seus fregueses, inclusive os comentaristas esportivos que vão lá com freqüência.
Ele tem um almanaque com todos times italianos que ganharam campeonatos locais, nacionais, europeus e também times que ganharam Copas do Mundo desde 1972.
Há uma foto de cada jogador com o nome embaixo. Se você cobrir o nome, ele identifica o jogador.
Além dos jornais esportivos italianos, ele lê jornais do mundo inteiro, até brasileiros.
Antes da Copa ele era o nosso oráculo e garantia que ia dar Itália ou Argentina. E apostava.
Naquela época o Wallstreet.com, um site de apostas na internet, estava pagando 7 por 1 na Itália. Ele apostou US$ 1 mil.
Planejava pagar a viagem dele e da noiva para o casamento na Itália em setembro. Além de apostar o dinheiro dele, Giovanni fez a cabeça do resto do restaurante.
Bastava entrar e eu ouvia provocações mas como milhões de brasileiros, não fazia fé neste time nem nas pernas do Ronaldo.
Depois do primeiro jogo da Itália e da Argentina voltei ao restaurante para ver se as provocações estavam de pé.
Estavam.
Até David, o bartender americano que não entende nada de futebol, achou que podia tirar a casquinha dele em cima do Brasil.
Apostamos em moeda americana e vinhos toscanos.
Sábado à noite, na véspera da final, eu estava tão confiante no Brasil que voltei la com Xuxu, minha cachorra .
Ela também queria entrar na aposta. Colocaram mais 100 na mesa.
Ontem vesti a camisa amarela e fui lá com Xuxu colher os frutos do Brasil.
O prazer maior não foram os vinhos nem os dólares mas o silêncio que recebi quando perguntei se as apostas estão valendo para 2006.
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