| 25 de junho, 2002 - Publicado às 10h13 GMT |
| Copa da amargura |

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Quem são os perdedores mais amargos desta Copa? Pela imprensa americana, são os italianos, seguidos pelos espanhóis, ambos eliminados pela Coréia do Sul.
Amigos italianos, donos de restaurantes, gente educada e entendida em futebol, garantem que a Fifa armou o esquema para favorecer a Coréia, mas não sabem me explicar por que a Coreia. Eles exibem os jornais italianos que, torcidos, pingam rancor.
Sabemos que os italianos nunca foram bons perdedores, mas a amargura na imprensa americana é novidade, porque os gringos em esportes costumam perder com elegância.
Mais surpreendente ainda é encontrar amargura no New York Times e no Wall Street Journal, dois dos jornais americanos mais sofisticados. O Times, em editorial, se queixou que o mundo torceu contra os Estados Unidos.
O editorial chega a afirmar que, se os americanos tivessem ganho da Alemanha, teriam desfeito a gratidão alemã conquistada com o plano Marshall.
A cobertura do colunista George Vecsey, um dos mais respeitados do Times, é bem mais equilibrada, e ele culpa a ganância dos clubes europeus pelo fracasso das suas seleções.
O Wall Sreet Journal proclama uma nova ordem mundial no futebol e afirma que a imprensa cobrindo a Copa foi contra os Estados Unidos.
O USA Today tem atitude mais positiva. O jornal está animado com a próxima Copa e já publica os jogadores mais prováveis da seleção.
Na imprensa americana há uma unanimidade. É sobre o Brasil. A mágica e o futebol bonito estão de volta. Amém.
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