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07 de junho, 2002 - Publicado às 11h24 GMT
Receita para um jogão



 Clique aqui para ouvir esta coluna do Ivan Lessa

Bom mesmo - sejamos francos - foi o tempo que antecedeu Inglaterra x Argentina. Entre o dia do sorteio das chaves e, mais ou menos, umas cinco horas antes do jogo. Que, aliás, a gente pode ir logo chamando de jogaço, não importa o resultado.

O futebol, tal como é praticado, mistura de arte e esporte, é absolutamente secundário. Não são todos os times, todas as seleções, que podem se arrogar essa rivalidade que beira - vamos exagerar logo no vôo de retórica - que beira os conflitos clássicos, das guerras do Peloponeso às Napoleônicas.

Eu tenho a impressão que, se a gente imprensar para valer um torcedor, inglês ou argentino, ele admitirá que o que ele estava curtindo mesmo era o clima. Clima de hostilidade transcendental, de fim do mundo com efeitos especiais de George Lucas.

Além do mais só 700 argentinos foram ao estádio de Sapporo em contrapartida (e botemos "contra" e "partida" nisso) aos milhares de ingleses. O país dos primeiros vive graves problemas econômicos, o país dos segundos está em primeirão, ou "numa boa", para adentrar a linguagem das arquibancadas.

Mais um motivo para se exacerbar os nervos patrióticos dos dois lados. E quem exacerba? A imprensa escrita, falada e televisada, sim senhor, conforme costumavam saudar as escolas de samba.

Eu tenho a impressão de que, se a mídia deixasse a gente, ou essa gente, em paz, haveria muito mais futebol e muito menos botinada, para ser franco. Em compensação, haveria muito menos dinheiro rolando por aí para a moçada, coitados.

Alguém aí na distinta platéia saberia adiantar maiores detalhes sobre o jogo em que Maradona fez o célebre gol de mão? Ou aquele em que o David Beckham foi expulso?

Ou o outro, lá da copa de 66, quando Rattín - para ele e toda uma Argentina - foi inexplicavelmente mandado para o chuveiro? Sejam francos: mal se sabe o placar, quanto mais o nível técnico, o vai-vem da bola em campo.

O que fica é o escândalo, o ponta-pé nos países baixos, a cusparada na cara. O resto é… quase que eu digo silêncio. O resto é berraria, que isso é bom para a alma. Dizem.

Eu fico na minha: torcendo furiosamente pelo tempo glorioso que antecedeu a partida que, como toda partida, não fez outra coisa a não ser deixar de corresponder às expectativas, como dizem os comentaristas.

 Clique aqui para ouvir esta coluna do Ivan Lessa

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