| 06 de junho, 2002 - Publicado às 14h59 GMT |
| Fome ameaça 12,8 milhões no sul da África, diz ONU |
 Agências dizem que é preciso agir com rapidez
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A ONU afirmou nesta quinta-feira que 12,8 milhões de pessoas correm o risco de morrer de fome no sul da África caso não recebam ajuda com urgência.
O alerta foi feito em Johanesburgo, na África do Sul, onde agências de ajuda humanitária, representantes de governos e de organizações multilaterais estão reunidos para discutir maneiras de aliviar essa situação.
A falta de comida se deve à seca e às enchentes que atingem diferentes regiões do sul da África, mas também à falta de estabilidade política que prevalece em vários países.
Centenas de pessoas já morreram de fome no Malauí, e a situação é preocupante também em Angola, Zâmbia, Zimbábue, Moçambique, Suazilândia e Lesoto.
Crise
"Esta é uma crise de proporções gigantescas", afirmou Jean-Jacques Graisse, vice-diretor-executivo do Programa Mundial da Alimentação, a agência da ONU que fez o alerta.
"A situação piora a cada dia e é clara a necessidade de ação urgente."
A ONU estima que o sul da África precisa de 1,2 milhão de toneladas de comida a título de ajuda de emergência e mais 4 milhões de toneladas até o final do ano.
Os cerca de cem delegados reunidos em Johanesburgo terão que encontrar formas de enfrentar os sérios problemas logísticos que existem para levar grandes quantidades de alimentos para regiões que dispõem de muito pouca ou nenhuma infra-estrutura.
O período das colheitas acabou de terminar, mas, mesmo assim, os países mais afetados pela seca ou pelas chuvas dispõem de muito pouca comida em estoque.
Essas reservas devem terminar em poucos meses, e até o final do ano se prevê uma situação muito difícil na região caso não sejam tomadas medidas urgentes pela comunidade internacional.
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