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08 de maio, 2002 - Publicado às 12h01 GMT
Colecionar borboletas na Tasmânia



Quem tem uma vida melhor? O camarada que fuma e bebe ou o camarada que nem fuma e nem bebe?

A tendência é responder de bate-pronto: o que não fuma e não bebe, claro. Segundo relatório divulgado na Holanda pelo Centro Mundial de Pesquisas Políticas e Econômicas.

O que eles querem dizer é que tanto faz o cara beber ou fumar, se as qualificações forem as mesmas o ordenado, no fim do mês, vai ser o mesmo.

Isso, evidentemente, se o cara que fuma insistir em fumar no escritório que proíbe o exercício do tabagismo em hora e local de trabalho.

O mesmo é válido para o sujeito que bebe: se ele chegar de manhã, ou depois do almoço, tropeçando nas próprias pernas, falando de língua grossa e dirigindo inconveniências para as colegas, demissão imediata para o bruto.

Deve ser por isso que me fascinam as pesquisas. Elas constituem uma excelente maneira de me oferecer uma visão do que se passa na mente de meu semelhante: o objetivo de uma pesquisa me ilumina o pesquisador.

Fico sabendo mais sobre a condição humana quando um pesquisador resolve saber quantas pessoas colecionam borboletas na Tasmânia. Isso me reconforta e me anima a viver.

Não entendo por que um homem manda uma bala em outro homem. Mas tenho uma idéia de como é a paisagem interior do pesquisador interessado no caçador de borboletas da Tasmânia.

O fato de a pesquisa sobre fumantes e bebedores primar pela moderação me deprime. Claro, não precisa pesquisa nenhuma para "adivinhar" que os fumantes faltam mais ao trabalho. Ficam doentes, ora!

É óbvio que os bêbados também não aparecem e, quando o fazem, criam problema que não acaba mais. Bêbado é problema no trabalho, no cinema, no teatro, na praça.

A moderação leva o tipo que aprecia um ocasional copo de vinho à saúde moderada, sem falar no fato de que esse mesmo tipo tende a se dar com gente feito ele, daí formando uma espécie de clube exclusivo - o que é ótimo para o trabalho. Ou para os donos da companhia que os contratou. Com certeza, gente globalizadora e pró-capitalista.

A pesquisa não toca na questão sexual. Questão sexual, apresso-me a esclarecer, no sentido de se as mulheres que bebem ou fumam ganham mais ou menos que seus colegas do sexo oposto, ou de oposição.

Tudo bem. Logo, logo vem outra pesquisa aí que tudo revelará.

 Clique aqui para ouvir esta coluna do Ivan Lessa
 
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