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01 de maio, 2002 - Publicado às 14h10 GMT
'Alô, alô celuladores do Brasil!'



Minha implicância com o celular ainda não passou. Tecnologia, em geral, é uma coisa com a qual eu levo de um a dois anos para me adaptar.

Foi assim com o LP, com o hi-fi, com o estereofônico, com o CD etc. Mas, com o passar dos anos, e a chegada da burrice impávida e intransigente, resolvi fazer pé firme diante do telefone celular.

Na verdade, o telefone, mesmo quando elétrico ou de corda, já me parecia meio safado. Nunca tive jeito para telefone. Eu sou uma pessoa que vive melhor ao vivo. Ou vivia. De preferência, sentado numa mesa de bar, como nos bons tempos.

Nunca recebi mais que três telefonemas importantes em minha vida. O resto era tudo besteira. Namorar no telefone? Nem pensar. Como falar e etc - principalmente muito etc - com uma moça cuja cara eu não estou vendo?

Os telefones eram todos como no botequim do "seu" Mané: nada mais que três minutos de papo. Marcar ou desmarcar o encontro e estamos conversados.

Agora, todo mundo tem muito mais o que dizer. É o que concluo quando estou por baixo. Ou então, são todos muito mais idiotas que no meu tempo, resolvo quando estou por cima. Eu coleciono palradores de celulares. Quer dizer, eu fico prestando atenção na conversa deles. Tudo bobagem, tudo dispensável.

Pior que isso, no entanto, para mim, é essa mania que aqui chamam de "text messaging", ou seja, mandar recado por texto de celular a celular.

Quer dizer, a pessoa acabou de falar com a outra e, cinco minutos depois, aconteceu um negócio tão formidável na vida dela que ela não pode deixar de informar mediante algumas palavras abreviadas.

Essa mensagem por texto (chamemo-la assim) em geral é abreviadíssima, uma vez que a isso se presta admiravelmente a língua inglesa.

Conosco, que mal conseguimos deixar um bilhete para o leiteiro sem recorrer ao computador com corretor gramatical, a coisa é mais complicada. Português é difícil de se abreviar. É uma língua que pede, exige, integridade, em seu sentido mais amplo.

Agora mesmo li num jornal um editorial inteiro condenando a tentativa que os devidos conglomerados andam fazendo de incluir - como nos computadores - anúncios nas mensagens por texto. Um dos poucos casos em que torço pelas grandes corporações safadas e contra o pequeno consumidor chato: tudo que dificulte a vida desse último, no momento, vale.

 Clique aqui para ouvir esta coluna do Ivan Lessa
 
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