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03 de abril, 2002 - Publicado às 16h36 GMT
Um gato e as artes



Primeiro, uma pessoa tem que saber se ela é de gato ou de cachorro.

Exatamente.

Assim mesmo, como se fosse um signo do zodíaco.

Em geral, as pessoas mais calmas, mais serenas, são - por assim dizer - de gato.

As mais agitadas, brincalhonas, são de cachorro.

Pode, também, dar-se o reverso: uma pessoa procurar exatamente o contrário de sua personalidade.

Ou seja: o cavalheiro sorumbático adquire e passa a amar furiosamente um basset, o mais tolo e amoroso dos cachorros.

Eu sei porque tive um. Ou a senhorita muito serelepe, conforme se dizia, sossega os nervos com um gato siamês.

Não esquecer também que idade é muito importante.

Cachorro é para os jovens, gato é para os velhos.

Claro, a regra não é infalível.

Mas não deixa de ser uma indicação no longo e complicado relacionamento entre Homem e Animal Doméstico.

Nem me perguntem porque certas pessoas preferem as cobras como ofídio de estimação.

A escolha do animal, ou bicho, de estimação também pode ser uma arte.

Ou, melhor dizendo, uma indicação de tendências artísticas.

Os gatos são, serenamente, mais artísticos que os cachorros.

Também possuem uma tradição artística maior do que os cachorros, apesar daquele soneto do Augusto dos Anjos.

Baudelaire, por exemplo, escreveu pelo menos uns três poemas sobre gatos.

Na pintura, boa e ruim, os gatos também ganham fácil.

Agora, ficou provado que, em matéria de arte conceitual, os gatos também dão uma sova nos cachorros.

A controvertida artista plástica conceitual Tracey Emin, responsável entre outras coisas por expor seu leito cercado de cinzeiro, copo e garrafa de vódca, além de uma porcalhada enorme, perdeu o gatinho de estimação.

Um gato chamado Docket, que fugiu da casa, ou ateliê, de Tracey.

Ela fez o que todo mundo faz na Inglaterra: botou um cartaz nas árvores em torno do quarteirão de sua residência com um pedido para que quem localizasse o bichano entrasse em contato com ela.

O que aconteceu?

Ora, com a fama que Tracey Emin tem, não deu outra: todos vizinhos arrancaram o cartaz e levaram para casa, muito satisfeitos, crentes de que tinham obtido, de graça, um bom pedaço de arte conceitual.

Tracey Emin continua inconsolável e sem seu bichano.

 Clique aqui para ouvir esta coluna do Ivan Lessa
 
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