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20 de março, 2002 - Publicado às 13h39 GMT
Tecnoconfusões



Eu mal consigo escrever três linhas no computador.

É com a língua de fora que chego a duas ou três páginas de jornal na Net.

Definitivamente, não nasci para internauta.

"Cego das mãos" é como se dizia, há séculos, quando eu comecei a me embrenhar no perigoso mundo da tecnologia tentando mudar a bateria do pequeno rádio transístor.

Depois, eu e o mundo - principalmente o das comunicações - crescemos.

Tentei acompanhá-lo. Consegui apagar e desligar o televisor.

Dominei a técnica do controle remoto.

Já aqui em Londres, em 1982, passei algumas semanas lutando, mas teimoso (e auxiliado por amigos, verdade seja dita) acabei manobrando quase que à perfeição o vídeo-gravador, com todos os seus mistérios e rituais esotéricos e cabalísticos.

Sou obrigado a confessar que ainda não me aventurei por caminhos dos DVDs - e nem pretendo.

Mas tenho - alugado, porque sai mais em conta - um belo aparelho de televisão com tela grande, naquela proporção de 16 por 9, a propalada widescreen, que me asseguram digital e de fidelidade absoluta.

Cá entre nós, não sou tão fã assim da widescreen.

Vantagem mesmo é estar ligado por cabo a 100 canais e vendo tudo - ou seja, besteira que não acaba mais - na proporção do Cinemascope, apesar de eu gostar mesmo é dos velhos filmes em quase, quase 3 por 4.

E assim nós vamos vivendo, minha televisão e eu.

Qualquer problema eu ligo para a firma que me aluga aparelho e imagem e vem um homem (ou homens) dar um jeito.

Ao menos, em teoria a coisa funciona assim.

Há pessoas, no entanto, mais exaltadas.

Outro dia mesmo, em Amsterdã, na Holanda, um cidadão entrou no mais alto edifício da cidade, fez cerca de 200 reféns, e, durante 7 horas, ficou negociando termos com a polícia.

O que ele queria? Dinheiro? Avião para Cuba? Absolutamente.

Queria simplesmente assinalar o seu protesto contra e sua decepção com a tal da widescreen, que, em sua opinião, não passava de uma empulhação, ou, em suas palavras, faxeadas, "uma tolice criativa".

Decorridas as 7 horas, o companheiro holandês trancou-se no banheiro e mandou uma bala na cabeça.

Morreu, é lógico.

O protesto mal pegou primeira página de jornal. Mas passei a prestar mais atenção ao meu aparelho widescreen.

Sugiro que todo mundo faça o mesmo.

 Clique aqui para ouvir esta coluna do Ivan Lessa
 
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