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15 de fevereiro, 2002 - Publicado às 19h38 GMT
Vaticano vai liberar documentos da Segunda Guerra
O Papa Pio XII foi criticado por grupos judeus
O Papa Pio XII foi criticado por grupos judeus

O Vaticano afirmou que vai liberar documentos da Segunda Guerra Mundial para rebater acusações de que o então Papa Pio XII pouco fez contra o Holocausto.

Com essa medida, o Vaticano diz esperar encerrar "especulações injustas e ingratas" que afirmam que Pio XII não mostrou preocupação com a morte de judeus em campos de concentração durante a guerra.

A primeira parte dos 640 documentos deve ser aberta em 2003. Esses documentos cobrem relações entre o Vaticano e a Alemanha de 1922 a 1939 e referem-se ao pontificado do antecessor de Pio XII. Uma segunda parte, referente ao período de 1939 a 1945, trata de prisioneiros de guerra.

Em mais três anos, serão liberados os documentos que falam da relação de Pio XII com a Alemanha até sua morte, em 1958.

Caridade e assistência

O Papa João Paulo II é um defensor de Pio XII

O Vaticano sempre afirmou que Pio XII nunca falou mais enfaticamente sobre o Holocausto porque tinha medo de pôr em perigo católicos e outros judeus.

"Os documentos vão mostrar grandes trabalhos de caridade e assistência feitos por Pio XII para numerosos prisioneiros e outras vítimas da guerra, de qualquer nação, religião e raça", afirmou um porta-voz do Vaticano.

O anúncio da liberação acontece sete meses depois de estudiosos católicos e judeus, que examinam os arquivos do Vaticano referentes ao período da guerra, afirmarem estar suspendendo suas pesquisas porque não tinham acesso amplo aos documentos.

Os pesquisadores também disseram que os documentos liberados até então freqüentemente levantavam mais perguntas do que respostas.

O Vaticano reconheceu que a liberação parcial dos documentos pode frustrar estudiosos.

Mas afirmou que tais documentos são franqueados a estudos apenas depois de algumas décadas, para proteger vítimas que ainda estejam vivas.





 
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