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01 de fevereiro, 2002 - Publicado às 15h16 GMT
Philip: meu Real favorito



Os ingleses estão, de uns tempos para cá, discutindo se a monarquia vale mesmo a pena. Aquilo que em 1977 soaria como sacrilégio.

Tá bom: sacrilégio é uma palavra forte demais e das mais inadequadas. Lesa-majestade, digamos. E usei o ano de 1977 precisamente porque foi o ano do Jubileu de Prata da Rainha Elizabeth II.

E já que estamos falando nisso, vamos esclarecer logo: rainha Elizabeth vem seguido de dois II mesmo, algarismos romanos. Qualquer variação é, exagerando, lesa-majestade, para não sair do tom.

Mas eu dizia: discute-se a monarquia britânica. Pergunta-se o que é e para que serve. Isso em ano de Jubileu de Ouro, para se ter uma idéia da seriedade da coisa. Os "Royals", como são chamados na imprensa, ou seja, os "Reais", estão tendo sua existência questionada.

Muita gente, claro, é contra qualquer tentativa de se mexer com eles. Gente com mais de 50 anos. Outros, em geral mais jovens, são ou indiferentes ou hostis à Família Real, os mencionados Reais.

Apesar de tudo, numa das 150 pesquisas feitas diariamente, quase todo mundo tem o seu Real favorito. Em geral, ganha fácil, com alguns corpos de vantagem, a rainha-mãe, seguida de perto pela princesa Anne. O emprego do vocabulário hípico é proposital: ambas, avó e neta, adoram os cavalinhos. E por falar em cavalinhos…

Aí entra meu Real favorito, embora ninguém tenha me perguntado nada. Trata-se do príncipe Philip, que nesse páreo, em geral, chega sempre em último lugar.

Por que simpatizo com Philip, que a imprensa mais abusada chama de "Phil, O Grego"? Porque Philip é grosso. Meu sangue brasileiro ferve e transborda. É mais ou menos como ficar na arquibancada berrando "Pau nele! Pau nele!"

Philip não tem papas na língua, para usar uma expressão já em desuso 50 anos antes de eu deixar o Brasil, há quase meio século. Aqui estão alguns de seus sutis dizeres e epigramas, nenhum deles apócrifo, espero.

Philip aceitando um presente de um nativo do Quênia: "Você é mulher, não é não?"

Philip ouvindo que um estudante tinha de ir para Glasgow: "Coitado!"

Philip perguntando a um estudante inglês na Nova Guiné: "Quer dizer que ainda não te jantaram, é?"

Philip para um cidadão das ilhas Caimã: "Vocês descendem todos de piratas, verdade?"

Philip a respeito de Pequim: "É um horror! Muito tempo lá e você acaba de olhinho puxado também!"

E por aí afora. Impossível não admirar o homem.

 Clique aqui para ouvir esta coluna do Ivan Lessa
 
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