| 22 de janeiro, 2002 - Publicado às 00h20 GMT |
| União Européia defende direitos de prisioneiros dos EUA |
 Tratamento é humano, garantem os americanos
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A União Européia defendeu que os Estados Unidos tratem membros da organização Al-Qaeda e do grupo Talebã como "prisioneiros de guerra".
Isso significa que, para a UE, os prisioneiros detidos pelos americanos na base militar de Guantánamo, em Cuba, têm direito ao tratamento previsto na Convenção de Genebra (Clique aqui para saber mais).
"A convenção deve ser aplicada em relação a todos que forem presos em circunstâncias similares", disse o comissário europeu para Política Externa, Javier Solana, referindo-se à prisão dos integrantes da Al-Qaeda e do Talebã durante a campanha militar liderada pelos Estados Unidos no Afeganistão.
Os Estados Unidos afirmam que não consideram os detidos como prisioneiros de guerra, mas como "combatentes ilegais", que portanto ficariam fora da jurisdição de acordos internacionais.
Valores
O governo da Holanda também disse que os membros da Al-Qaeda e do Talebã devem ser tratados como prisioneiros de guerra.
"Na luta (contra o terrorismo), precisamos reforçar nossas normas e valores", afirmou o governo holandês em um comunicado.
Os americanos vêm sendo criticados por entidades de defesa dos direitos humanos pelo tratamento que vem sendo reservado aos prisioneiros.
As autoridades americanas asseguram que eles têm sido tratados de forma humana.
A Cruz Vermelha Internacional, porém, afirma que os americanos violaram a Convenção de Genebra ao divulgar fotografias dos prisioneiros que foram publicadas pela mídia em todo o mundo.
Na Europa, foram muitas as críticas geradas pelas imagens, que mostram os prisioneiros vestindo roupas laranjas, com algemas e ajoelhados, além de vendas nos olhos e mordaças sobre a boca e o nariz.
Três dos 158 prisioneiros já levados à base de Guantánamo são britânicos, e o governo da Grã-Bretanha afirmou que está satisfeito com o tratamento que está sendo dado a eles.
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