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16 de janeiro, 2002 - Publicado às 11h35 GMT
Grã-Bretanha tenta acordo para visitar presos em Cuba
Soldados americanos na base de Guantánamo
Soldados americanos na base de Guantánamo

Diplomatas da Grã-Bretanha tentam um acordo com autoridades americanas para visitar os três britânicos presos na base naval de Guantánamo, em Cuba.

Os diplomatas precisam ainda conferir a identidade dos britânicos. Eles fazem parte de um grupo de 50 prisioneiros integrantes da Al-Qaeda e do Talebã, que foram transportados do Afeganistão para Cuba pelos Estados Unidos.

A Cruz Vermelha Internacional e grupos de direitos humanos vêm criticando o tratamento que o governo americano está dando aos prisioneiros. Eles estão presos em jaulas de concreto, fechadas por grades, que medem 1,8m por 2,4m.

Militares americanos se comprometeram a permitir o acesso dos diplomatas à base naval, mas ainda não decidiram como e quando isso será feito. Acredita-se que a prisão de Guantánamo vai receber mais seis prisioneiros britânicos.

Pressão

O ministro das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, Jack Straw, afirmou que o país não iria protestar, automaticamente, contra o tratamento dado às pessoas detidas pelos Estados Unidos.

Entretanto, parlamentares do partido do governo, o Trabalhista, pressionam para que Straw reivindique que o governo americano trate os detidos como prisioneiros de guerra, respeitando os direitos previstos na Convenção de Genebra.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, porém, classificou os prisioneiros como "combatentes fora-da-lei". Eles serão interrogados pelo governo americano e devem ser julgados por um tribunal militar do país.

Tratamento

Durante o vôo do Afeganistão para Cuba, os presos foram sedados, encapuzados, acorrentados nas cadeiras e barbeados por soldados americanos.

"Eles estão sendo tratados de forma muito melhor do que eles trataram outras pessoas nos últimos anos, e suas circunstâncias são muitos melhores agora do que quando os encontramos", disse Rumsfeld.

Jack Straw afirmou que não se deve esquecer o fato de que os prisioneiros são membros de perigosas organizações.

Segundo Straw, durante o vôo do Afeganistão para Cuba, era necessário ter a segurança de que os prisioneiros não poderiam se comunicar entre eles.
 
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