| 07 de janeiro, 2002 - Publicado às 13h32 GMT |
| Princesa defende possibilidade de imperatriz no Japão |
 Princesa Aiko, hoje, está fora da linha sucessória
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A princesa Kikuko, de 90 anos, integrante mais velha da família real japonesa, defendeu que o trono do Japão possa ser ocupado por uma mulher.
Pelas regras atuais, que não permitem a possibilidade de uma imperatriz, o Japão pode, em um futuro próximo, enfrentar uma crise na sucessão do trono.
No mês passado, o príncipe Naruhito, atual herdeiro do trono, e a princesa Masako tiveram seu primeiro filho, a princesa Aiko, depois de oito anos de casamento.
Em artigo para uma revista popular dirigida ao público feminino, a princesa Kikuko afirmou que agora "depende da cegonha" se a princesa Masako, de 38 anos, vai dar à luz um menino no futuro.
Exemplos
A mudança proposta por Kikuko permitiria que a recém-nascida princesa Aiko ocupasse o segundo lugar na linha sucessória do trono do Japão.
"Eu acho possível que uma mulher ocupe o trono. Isso seria natural, considerando a longa história do Japão", disse Kikuko, em seu artigo.
O Japão já teve oito imperatrizes. A última delas ocupou o trono no século 18. A maioria da população japonesa apoia a possibilidade de uma imperatriz, apesar da resistência dos setores mais tradicionais.
"Como na época da rainha Elizabeth ou na da rainha Vitória na Grã-Bretanha, há vários exemplos de países que progrediram sob o comando de uma mulher", afirmou Kikuko.
Não é comum no Japão que um membro da família real escreva artigos para revistas populares.
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