| 03 de dezembro, 2001 - Publicado às 11h43 GMT |
| Cientistas anunciam descoberta de nova leucemia |
 A doença teria uma formação cromossomial própria
|
Cientistas dos Estados Unidos afirmam ter descoberto uma nova forma de leucemia.
Segundo o grupo, a descoberta explicaria por que alguns tratamentos convencionais não surtem efeito em certas crianças que sofrem de leucemia.
Cientistas do Instituto do Câncer Dana-Farber, em Boston, usaram tecnologia de genes para estudar a formação de uma nova forma de leucemia chamada leucemia linfoblástica.
Eles encontraram um forma distinta, com sua própria formação genética, que eles batizaram de leucemia de linhagem mista.
Novos tratamentos
De acordo com os cientistas, a descoberta pode levar a novos tratamentos de pacientes que, até o momento, tinham poucas perspecticas de levar uma vida normal.
A nova forma de leucemia possui o que é chamado de translocação cromossomial, o que significa que um pedaço do cromossomo 11 se deslocou e se atrelou a outro cromossomo.
O doutor Stanley Korsmeyer e seus colegas descobriram que pacientes que apresentam a translocação cromossomial possuem perfis genéticos diferentes do de outras pessoas que sofrem de leucemia.
Eles concluíram então que esses perfis diferenciam esse tipo de leucemia das demais.
A revista científica Nature Genetics desta semana traz um texto assinado pelos cientistas responsáveis pela descoberta, em que eles defendem as particularidades do suposto novo tipo de leucemia: "Perfis genéticos da leucemia linfoblástica que possuem uma translocação cromossomial são incrivelmente consistentes e diferem significativamente de outras formas de leucemia. Nós propomos, portanto, que estes sejam considerados uma doença diferente, chamada 'leucemia de linhagem mista'".
Um porta-voz da Fundação de Pesquisa de Leucemia afirmou que o estudo científico é de grande importância.
"O que não está claro até agora é se o baixo índice de sobrevivência de pacientes com esse tipo de leucemia está relacionado às características do paciente, ao fato de estes pacientes serem crianças ou ao fato de o tumor ser muito diferente", afirmou o porta-voz.
O porta-voz ainda acrescentou: "Os estudos mostraram que o tumor é biologicamente diferente e que isso influencia no tratamento e na elaboração de novas formas de tratamento".
|
 |
|
|
|