| 20 de novembro, 2001 - Publicado às 19h28 GMT |
| Carlos Menem é libertado da prisão domiciliar |
 Menem ficou cinco meses em prisão domiciliar
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A Justiça argentina libertou o ex-presidente Carlos Menem, em prisão domiciliar desde julho acusado de participação na venda ilegal de armas pela Argentina ao Equador e à Croácia, em 1990.
A Suprema Corte da Justiça argentina havia decidido, nesta terça-feira, mais cedo, que não existiam provas suficientes para comprovar a formação de quadrilha no caso.
Como não havia crime, Menem teve a prisão revogada.
Também estavam presos pelo mesmo motivo o ex-cunhado de Menem e seu assessor na época, Emir Yoma, o ex-ministro de Defesa, Antonio Erman Gonzaléz e o antigo chefe do Exército, Martín Balza.
Decisão
A Justiça decidiu por seis votos a favor, dois contra e uma abstenção que não há provas para comprovar a tese de formação de quadrilha no caso.
A liberdade pode levar o ex-presidente de volta à vida pública.
Antes mesmo da revogação da prisão, o irmão de Menem, Eduardo, disse que ele iria disputar a eleição para presidente em 2003 liderando o Partido Justicialista (peronista), de oposição.
Venda de armas
A acusação que manteve Menem em prisão domiciliar nos últimos cinco meses é de ele e outros membros do governo assinaram, entre 1991 e 1995, quatro decretos autorizando a venda de armas ao Panamá e à Venezuela.
As armas acabaram indo parar no Equador e na Croácia, que na época estavam sob embargo internacional porque estavam envolvidos em guerras.
O Equador estava em guerra com o Peru, e a Argentina estava ajudando a mediar as negociações de paz entre os dois países.
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