A Polaroid, empresa pioneira na fabricação de câmeras para fotos instântaneas, pediu concordata nos Estados Unidos, nesta sexta-feira.
A empresa alega que não tem condições de pagar suas dívidas e que a medida, restrita à divisão norte-americana da Polaroid, teria o objetivo de proteger a companhia de seus credores, enquanto ela reorganiza as finanças.
Os problemas financeiros da empresa, fundada na década de 30, foram agravados com a popularização de câmeras digitais e com a queda de preço das revelações expressas.
A Polaroid, que emprega 7 mil funcionários em todo o mundo, garantiu que as demais operações da empresa fora dos Estados Unidos não serão afetadas.
Dificuldades
Há três meses a Polaroid anunciou que estava analisando opções estratégicas. Entre elas estava a venda da companhia, mas não houve interessados.
Um tribunal para o julgamento de concordatas aprovou um empréstimo emergencial de US$ 13,1 milhões (aproximadamente R$ 36,5 milhões) para que a empresa possa honrar a folha de pagamento e algumas despesas extraordinárias.
A Polaroid teve dificuldades de se adaptar à era digital, à medida que seu principal negócio perdia a atratividade.
A empresa, que já vinha em dificuldades há algum tempo, alega que a situação piorou depois de 11 de setembro, quando o volume de viagens caiu drasticamente nos Estados Unidos, em função dos atentados a Nova York e Washigton.
O negócio com ações da Polaroid na Bolsa de Valores de Nova York foi suspenso nesta terça-feira. A última cotação dos papéis da empresa, que em 1997 chegaram a US$ 60, era de US$ 0,28.
No segundo trimestre de 2001, a empresa apresentou um prejuízo de US$ 52 milhões (R$ 144,8 milhões). Os resultados do terceiro trimestre seriam anunciados na semana que vem.
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