O governo do Japão afirmou que poderá caçar mais baleias na Antártida no futuro sem colocar a espécie em risco de extinção.
Segundo as autoridades japonesas, a matança de baleias minke pode aumentar em até quatro vezes, anualmente, durante um século, sem ameaçar a espécie.
Para matar mais baleias, no entanto, o Japão teria de esperar até o fim do prazo de proibição global à pesca comercial, imposta em 1985.
Até o final do prazo, o Japão diz não ter intenção de matar mais animais.
Um século
A afirmação de que as baleias minke abundam na Antártida foi feita pelo diretor-geral do Institute of Cetacean Research, com sede em Tóquio, Seiji Ohsumi.
Ohsumi disse à BBC que, considerando os dados adquiridos por seu instituto sobre as baleias minke do Oceano Meridional, "haveria uma cota de 2 mil mamíferos que poderia ser abatida durante cem anos sem impacto sobre a espécie".
As baleias minke podem atingir dez metros de comprimento na idade adulta. Estima-se que haja até 750 mil baleias minke na Antártida.
Mas a Comissão Internacional de Pesca à Baleia anunciou, recentemente, que não sabe quantas baleias há na região. O órgão é responsável tanto pela conservação quanto pela regulamentação da pesca.
O Japão pesca cerca de 500 baleias minkes por ano, a maioria delas na Antártida, mas algumas também no Pacífico Norte.
O governo japonês afirma que sua pesca faz parte de uma pesquisa científica- o que é permitido pela Comissão Internacional de Pesca à Baleia.
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