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04 de setembro, 2001 - Publicado às 12h18 GMT

Católicos e protestantes voltam a entrar em choque em Belfast
Crianças passaram por cordão de segurança
Crianças passaram por cordão de segurança

Novos choques ocorreram no norte de Belfast, na Irlanda do Norte, na manhã de terça-feira quando crianças de uma escola primária tentaram chegar a um colégio católico em uma área de moradores protestantes.

Cerca de 50 crianças foram escoltadas até os portões da escola primária Holy Cross. O colégio é católico, mas fica no enclave protestante de Glenbryn.

As crianças tiveram que andar cerca de 365 metros no cordão de isolamento feito pela polícia e pelo exército. Moradores protestantes da área fizeram uma manifestação junto ao cordão de segurança enquanto as crianças e os pais passavam.

Outras crianças pegaram uma rota alternativa, perto de uma escola secundária. Enquanto isso, moradores que apóiam o governo britânico na Irlanda do Norte, que foram mantidos longe do local, entraram em choque com a polícia e um policial ficou ferido quando uma bomba caseira foi atirada.

Choques

Ontem, no primeiro dia de aula, os moradores protestantes também entraram em choque com a polícia em frente da escola primária, enquanto os pais tentavam levar as crianças de até quatro anos de idade para a escola.

Durante a noite, os protestos continuaram perto da escola, com jovens protestantes e católicos atacando as patrulhas de segurança com bombas, pedras e garrafas. Pelo menos 21 policiais ficaram levemente feridos.

Em junho, os protestantes também fizeram manifestações. Eles alegaram que católicos teriam feito ataques à comunidade protestante no local. Os protestos se repetiram em julho.

Outras áreas

Casos de violência também foram relatados em outras áreas de Belfast na noite de segunda-feira. Uma bomba caseira explodiu em um jardim de White City. Problemas também ocorreram perto da rua North Queen e da rua Limestone.

Os unionistas acusam os republicanos de planejar toda a violência desta semana. O Sin Féin, braço político do grupo IRA, culpa o maior grupo paramilitar que apóia o governo britânico na Irlanda do Norte, a Associação de Defesa de Ulster.

Bill Hutchinson, um membro da assembléia do norte de Belfast que representa o Partido Unionista Progressista, afirma que os problemas começaram quando católicos atacaram um centro comunitário, inciando protestos em larga escala.

Aviso

Na segunda-feira ocorreu uma reunião entre os pais de alunas da escola Holy Cross e a diretoria da escola.

Um porta-voz do Comitê para o Direito à Educação, Brenda Mailey, afirmou que muitos pais usaram a reunião para tornar pública a revolta contra os protestantes.

Por outro lado, o grupo paramilitar protestante Red Hand Defenders, avisou os pais das alunas para se manterem longe da escola Holy Cross.

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