Novos choques ocorreram no norte de Belfast, na Irlanda do Norte, na manhã de terça-feira quando crianças de uma escola primária tentaram chegar a um colégio católico em uma área de moradores protestantes.
Cerca de 50 crianças foram escoltadas até os portões da escola primária Holy Cross. O colégio é católico, mas fica no enclave protestante de Glenbryn.
As crianças tiveram que andar cerca de 365 metros no cordão de isolamento feito pela polícia e pelo exército. Moradores protestantes da área fizeram uma manifestação junto ao cordão de segurança enquanto as crianças e os pais passavam.
Outras crianças pegaram uma rota alternativa, perto de uma escola secundária. Enquanto isso, moradores que apóiam o governo britânico na Irlanda do Norte, que foram mantidos longe do local, entraram em choque com a polícia e um policial ficou ferido quando uma bomba caseira foi atirada.
Choques
Ontem, no primeiro dia de aula, os moradores protestantes também entraram em choque com a polícia em frente da escola primária, enquanto os pais tentavam levar as crianças de até quatro anos de idade para a escola.
Durante a noite, os protestos continuaram perto da escola, com jovens protestantes e católicos atacando as patrulhas de segurança com bombas, pedras e garrafas. Pelo menos 21 policiais ficaram levemente feridos.
Em junho, os protestantes também fizeram manifestações. Eles alegaram que católicos teriam feito ataques à comunidade protestante no local. Os protestos se repetiram em julho.
Outras áreas
Casos de violência também foram relatados em outras áreas de Belfast na noite de segunda-feira. Uma bomba caseira explodiu em um jardim de White City. Problemas também ocorreram perto da rua North Queen e da rua Limestone.
Os unionistas acusam os republicanos de planejar toda a violência desta semana. O Sin Féin, braço político do grupo IRA, culpa o maior grupo paramilitar que apóia o governo britânico na Irlanda do Norte, a Associação de Defesa de Ulster.
Bill Hutchinson, um membro da assembléia do norte de Belfast que representa o Partido Unionista Progressista, afirma que os problemas começaram quando católicos atacaram um centro comunitário, inciando protestos em larga escala.
Aviso
Na segunda-feira ocorreu uma reunião entre os pais de alunas da escola Holy Cross e a diretoria da escola.
Um porta-voz do Comitê para o Direito à Educação, Brenda Mailey, afirmou que muitos pais usaram a reunião para tornar pública a revolta contra os protestantes.
Por outro lado, o grupo paramilitar protestante Red Hand Defenders, avisou os pais das alunas para se manterem longe da escola Holy Cross.
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