Estudo publicado na última edição do jornal médico inglês The Lancet conclui que índice de mortes entre pacientes que sofrem de doença celíaca - alergia ao glúten existente na farinha de trigo, aveia, etc. - é duas vezes mais alto do que no resto da população.
Esta conclusão contraria a opinião geral de que a doença não é perigosa.
O resultado da pesquisa indica a necessidade de se diagnosticar a doença o mais cedo possível.
Freqüentemente os médicos só reconheçam os sintomas vitais da doença quando ela já está num estágio avançado.
Erro no diagnóstico
Comer certos alimentos que incluem glúten, como o trigo, afeta a superfície dos intestinos de uma pessoa que sofra de doença celíaca.
Em conseqüência, a capacidade de absorção dos nutrientes vitais de todos os alimentos fica afetada.
O resultado desta pesquisa enfatiza a necessidade de se diagnosticar a doença cedo.
Desta forma, os pacientes podem começar uma dieta alimentar rigorosa, livre de qualquer alimento que contenha glúten.
Linfoma
A pesquisa mostrou que a principal causa de morte entre os pacientes estudados era por linfoma não-Hodgkin, um tipo de câncer que é reconhecidamente relacionado a complicações a longo prazo da doença celíaca.
O estudo mostra que, mais preocupante ainda, é que a demora entre o reconhecimento dos sintomas da doença e o diagnóstico feito pelos médicos aumenta o perigo de morte.
Uma demora de 10 anos no diagnóstico, mais do que triplica os ricos de morte entre aqueles que sofrem de doença celíaca.
E não observância de uma dieta severa aumenta ainda mais os riscos de morte.
A chamada doença celíaca afeta aproximadamente uma em cada 300 pessoas só na Grã-Bretanha e tende a ser diagnosticada na fase adulta do paciente e não na infância.
Muitos pacientes sofrem dos clássicos sintomas que incluem fadiga e diarréia mas são diagnosticados como se estivessem sofrendo de anemia ou síndrome do cólon irritável.
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