O filho de Ronald Biggs poderá ser obrigado a voltar ao Brasil no mês que vem, caso não consiga renovar seu visto para continuar na Grã-Bretanha.
Michael Biggs chegou com o pai à Grã-Bretanha em maio, quando Ronald Biggs resolveu se entregar à polícia britânica depois de passar 30 anos foragido no Brasil.
Na ocasião, Michael recebeu permissão para permanecer no país até o dia 24 de setembro. Ele tentou renovar o visto, mas o pedido foi recusado pelo Ministério do Interior da Grã-Bretanha.
As autoridades britânicas poderão deportá-lo, caso ele insista em permanecer no país depois desse prazo.
Batalha jurídica
Os advogados de Michael dizem que vão entrar na Justiça com um recurso para que ele permaneça próximo do pai, que está preso na penitenciária de Belmarsh, em Londres.
Eles argumentem que Ronald Biggs, que já sofreu quatro derrames, não resista à notícia de que terá que ficar longe do filho.
Michael divulgou uma nota na qual diz não entender porque o seu visto não pode ser renovado.
"Eu não entendo porque as autoridades fizeram isso. Eu não sou uma ameaça a ninguém. Meu pai também não. Isso é inumano, e eu estou muito triste," diz a nota.
Segundo as leis do país, Michael não tem direito à cidadania britânica porque Ronald Biggs nunca se casou com sua mãe, Raimunda Rothen.
Ronald Biggs foi condenado há mais de 30 anos de prisão pelo famoso assalto ao trem pagador na década de 60.
Biggs, chamado na Grã-Bretanha de Ronnie, refugiou-se no Brasil em 1970, depois de ter escapado da prisão de Wandsworth, no sul de Londres, cinco anos antes.
Ele chegou a cumprir 15 meses de sua sentença.
|