O primeiro-ministro do Japão, Junichiro Koizumi, disse que é pouco provável que se chegue a um acordo para salvar o Protocolo de Kyoto nas negociações que começam nesta segunda-feira, em Bonn, na Alemanha.
Ele disse também que o Japão vai esperar até outubro para decidir se ratifica o Protocolo, mesmo sem os Estados Unidos.
"Nós não vamos conseguir chegar a um entendimento em Bonn, mas haverá uma outra reunião no Marrocos, em outubro", disse o primeiro-ministro.
A União Européia é a favor do tratado e a posição do Japão é considerada fundamental para que sejam adotadas, em escala mundial, as medidas para conter o aquecimento do planeta.
Interesses econômicos
Os comentários de Junichiro Koizumi foram feitos uma semana após o Japão ter tentado, sem sucesso, persuadir os Estados Unidos a implementarem o Protocolo de Kyoto.
O presidente George W Bush disse que não vai implementar um tratado que é contra os interesses econômicos dos Estados Unidos.
Mas, até agora, Bush não sugeriu uma alternativa.
As negociações em Bonn serão a sexta rodada para tentar salvar o acordo assinado em 1997.
O protocolo prevê a redução de 5% em média das emissões de dióxido de carbono nos países desenvolvidos, com relação aos níveis de emissão de 1990.
O encontro anterior, em novembro, na Holanda, terminou sem progressos.
Marrocos
O primeiro-ministro japonês disse que os Estados Unidos não vão discutir sua posição até a próxima conferência climática, prevista para o final de outubro, no Marrocos.
Para entrar em vigor, o Protocolo de Kyoto precisa ser ratificado pelos países desenvolvidos, que são responsáveis por 55% das emissões de dióxido de carbônico do planeta.
Os países da União Européia e seu aliados, que já se comprometeram a implementar o Protocolo, com ou sem o apoio dos Estados Unidos, respondem por 49% das emissões de dióxido de carbono.
Mas a soma inclui o Japão, responsável por 8,5% das emissões mundiais.
Os Estados Unidos são responsáveis por 26% das emissões.
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