O juiz federal argentino, Jorge Urso, indiciou o ex-presidente Carlos Menen no processo que investiga a venda ilegal de armas para a Croácia e para o Equador, na década de 90.
O juiz também determinou que Menem continue em prisão domiciliar até o julgamento do processo e mandou bloquear os bens do ex-presidente, calculados em três milhões de pesos (cerca de R$ 7 milhões).
Menem já estava em prisão domilicar numa casa de campo na província de Buenos Aires, desde 07 de junho.
Na abertura do processo contra o ex-chefe de Estado, o juiz sustenta que Menem dirigiu as operações "das sombras, mas entrando em cena cada vez que as circunstâncias exigiam".
Furo de embargo
Menem admitiu que autorizou a venda de armas para a Venezuela e para o Panamá quando era presidente, mas que não sabia que elas iriam parar em outros países.
Ele é acusado de liderar uma "associação ilícita" para vender armas para a Croácia em 1991 e 1993, apesar de um embargo da ONU. A venda de armas para o Ecuador teria acontecido em 1995, quando o país se envolveu num conflito de fronteiras com o Peru. A Argentina era um países mediadores do conflito.
Se for condenado, Menem pode pegar de cinco a dez anos de prisão.
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