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12 de maio, 2001 - Publicado às 01h15 GMT

Conservadores prometem corte de impostos
O líder William Hague: 'hora de bom senso'
O líder William Hague: 'hora de bom senso'

O lançamento do programa de campanha do Partido Conservador, com uma proposta de corte de impostos de cerca de US$ 12 bilhões, foi criticado por oponentes que o consideraram inviável.

O ponto alto do programa que o líder da oposição, o conservador William Hague, classificou de "o mais ambicioso programa do partido de toda uma geração", é uma redução dos impostos sobre combustíveis, equivalente a US$ 0,10.

O Partido Trabalhista do primeiro-ministro Tony Blair disse que o plano dos conservadores iria custar de fato cerca de US$ 25 bilhões ao Tesouro.

Já o Partido Liberal Democrata, a terceira força política da Grã-Bretanha, disse que o programa dos conservadores é uma prova de que o partido tem consciência de que não vence as eleições.

Bom senso

O documento de 48 páginas apresentado pelo líder dos conservadores, William Hague, é intitulado "É hora de usar o bom senso".

Ele disse que a responsabilidade, a cidadania e a liberdade pessoal, são os princípios mais importantes do partido.

A maior parte das 50 promessas de campanha relacionadas no documento já tinham sido anunciadas, à exceção do corte de cerca de US$ 3,3 bilhões no "mais invisível dos impostos", o imposto que incide sobre os combustíveis.

O partido também propôs a realização de plebiscitos locais para decidir se o imposto predial poderá ser aumentado em níveis superiores à taxa de inflação.

Um outro ponto importante do programa do partido é a política do país em relação à Europa. O documento promete salvar a libra evitando a adoção do euro, a moeda comum européia, e impedir qualquer nova transferência de poder da Grã-Bretanha para a União Européia.

Ao apresentar o programa em entrevista coletiva, William Hague disse que o povo britânico "poderá optar entre um Partido Trabalhista que acredita no governo em detrimento da população e um Partido Conservador que privilegia o cidadão."

"Eu confio nas pessoas, confio no bom senso das pessoas", disse Hague.

Críticas trabalhistas

O primeiro-ministro Tony Blair não tardou a criticar o programa dos conservadores. Na sua primeira entrevista coletiva depois do lançamento do programa dos conservadores, Blair disse que a proposta era inviável.

O ministro da Fazenda, Gordon Brown, acrescentou que "se for levada a efeito, a proposta dos conservadores vai custar aos cofres públicos o dobro do que eles pensam."

"As propostas de redução de impostos são irresponsáveis. Se forem adotadas vão ameaçar a estabilidade da economia, bem como da educação, da saúde e da maioria dos serviços públicos", disse o ministro.

Liberais democratas

O líder do Partido Liberal Democrata, Charles Kennedy, também criticou o programa dos conservadores: Se prestarmos atenção aos detalhes do documento, veremos que o programa foi feito por um partido que reconhece a derrota nas eleições gerais."

"É um programa oportunista, elaborado para sustentar uma plataforma de oposição de longo prazo e não um governo", acrescentou ele.

O Partido Nacional Escocês preferiu não atribuir qualquer importância ao documento: "O Partido Conservador do senhor William Hague não tem nenhuma relevância no quadro político da Escócia."


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